Presidente cessante do Níger vence Prémio Mo Ibrahim | NOTÍCIAS | DW | 08.03.2021

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NOTÍCIAS

Presidente cessante do Níger vence Prémio Mo Ibrahim

Mahamadou Issoufou ganhou a edição deste ano do Prémio Ibrahim para a Excelência na Liderança Africana. O anúncio foi feito pela fundação, que anualmente atribui o galardão a líderes excecionais no continente africano.

Niger Symbolbild Fahne | Mahamadou Issoufou

Mahamadou Issoufou, Presidente cessante do Niger

O ainda chefe de Estado do Níger, Mahamadou Issoufou, "demonstrou uma liderança excecional e respeito pela democracia perante uma combinação de desafios sem precedentes", lê-se no comunicado esta segunda-feira (08.03) distribuído em Londres, sede da Fundação Mo Ibrahim.

A organização distingue anualmente "líderes excecionais que, durante o seu mandato, tenham desenvolvido os seus países, reforçado a democracia e protegido o Estado de direito em benefício comum do seu povo".

Mahamadou Issoufou cumpriu dois mandatos de cinco anos como Presidente do Níger, entre 2011 e 2020, sendo a sexta individualidade galardoada com o Prémio Ibrahim.

"Issoufou conduziu o seu povo por um caminho de progresso"

"O Comité do Prémio elogiou a excecional liderança do Presidente Issoufou depois de herdar uma das economias mais pobres do mundo, enfrentando desafios aparentemente intransponíveis", aponta-se no texto, que sublinha que "ao longo do seu mandato, o Presidente Issoufou fomentou o crescimento económico, demonstrou um compromisso inabalável para com a estabilidade regional e a constituição e defendeu a democracia africana".

Elfenbeinküste 2019 Ibrahim Governance Weekend in Abidjan

Mo Ibrahim

Citado no comunicado, o presidente do Comité do Prémio e antigo Presidente do Botsuana afirmou: "Perante os mais graves problemas políticos e económicos, incluindo o extremismo violento e a desertificação crescente, o Presidente Mahamadou Issoufou conduziu o seu povo por um caminho de progresso".

Festus Mogae lembrou ainda que "o número de nigerinos que vivem abaixo da linha de pobreza caiu para 40%, em comparação com 48% há uma década, e embora persistam desafios, Issoufou manteve as suas promessas para com o povo nigerino e abriu o caminho para um futuro melhor".

Mahamadou Issoufou foi democraticamente eleito Presidente pela primeira vez em 2011, após muitos anos de governação militar no Níger, e foi novamente escolhido eleito para um segundo mandato em 2016, tendo renunciado ao poder no final do mandato, "demonstrando o seu claro respeito pela constituição", aponta-se no comunicado.

Elogios ao premiado

Também citado no texto, Mo Ibrahim afirmou: "Estou encantado com a decisão do Comité do Prémio de tornar o Presidente Mahamadou Issoufou um laureado com o Prémio Ibrahim".

Mo Ibrahim afirma que o Presidente do Niger "é um líder notável que tem trabalhado incansavelmente para o povo do Níger, enfrentando com determinação e respeito alguns dos desafios mais difíceis da região" e não esconde a sua satisfação: "Estou orgulhoso de ver Issoufou reconhecido como exemplo de liderança excecional e espero que o seu legado inspire gerações de líderes africanos."

Festus Mogae

Festus Mogae, ex-Presidente do Botswana

O Prémio Ibrahim oferece cinco milhões de dólares, cerca de 4,2 milhões de euros, pagos ao longo de 10 anos, e procura assegurar que "o continente africano continue a beneficiar da experiência e da sabedoria de líderes excecionais quando estes deixam de exercer funções oficiais, permitindo-lhes continuar o seu inestimável trabalho noutras funções cívicas respeitantes ao continente".

Situação no Niger

O Níger realizou a segunda volta das eleições presidenciais a 21 de fevereiro e os resultados oficiais provisórios apontam para a vitória de Mohamed Bazoum, um próximo do Presidente Mahamadou Issoufou, como o vencedor, com 55,7% dos votos, mas esta vitória é contestada pelo seu opositor, Mahamane Ousmane, que garante ter conquistado 50,3% dos votos.

O novo Presidente deverá tomar posse em abril.

A violência pós-eleitoral no Níger causou pelo menos dois mortos, segundo os números do Governo, e foram detidas cerca de 500 pessoas nas manifestações.

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