Presidência anuncia formação de novo Governo na República Centro-Africana | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 24.06.2021

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Internacional

Presidência anuncia formação de novo Governo na República Centro-Africana

Duas semanas após a nomeação de um novo primeiro-ministro, a presidência da República Centro-Africana (RCA) anunciou esta quarta-feira a formação de um novo Governo, constituído por 31 ministros e um vice-ministro.

Presidente Faustin Archange Touadéra

Presidente Faustin Archange Touadéra

Constituído por 31 ministros e um vice-ministro, incluindo muitos elementos novos, o novo executivo é composto por pessoas próximas do Presidente da RCA, Faustin Archange Touadéra, reeleito em dezembro de 2020 numa eleição contestada em que pelo menos um terço da população não pôde participar devido a uma ofensiva rebelde.

Claude Rameaux Bireau, leal ao chefe de Estado, assume o cargo de ministro da Defesa, enquanto Gontran Djono Ahaba, que era desde 2017 ministro da Energia, fica agora com a pasta dos Transportes, noticia a agência France-Presse.

A formação deste novo Governo acontece duas semanas depois da nomeação de Henri-Marie Dondra para primeiro-ministro, em substituição de Firmin Ngrebada. Alta figura dentro do partido de Touadéra e tido como o próximo chefe de Estado, Dondra foi ministro das Finanças e do Orçamento por cinco anos.

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Dondra na chefia do Governo

Dondra é uma referência na RCA pelas suas competências em finanças internacionais e pelo seu conhecimento dos programas de ajuda externa ao que é o segundo país menos desenvolvido no mundo, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).

Desde finais de dezembro, o Exército do Presidente reeleito recuperou grande parte dos mais de dois terços de território aí controlado por grupos rebeldes armados que tentavam derrubá-lo.

A RCA caiu no caos e na violência em 2013, após o derrube do então Presidente, François Bozizé, por grupos armados juntos na Séléka, o que suscitou a oposição de outras milícias, agrupadas na anti-Balaka.

Desde então, o território centro-africano tem sido palco de confrontos comunitários entre estes grupos, que obrigaram quase um quarto dos 4,7 milhões de habitantes da RCA a abandonarem as suas casas.