Porque seria Angola um dos ″três melhores países para a indústria de diamantes″? | Angola | DW | 26.11.2021

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Angola

Porque seria Angola um dos "três melhores países para a indústria de diamantes"?

Prestes a iniciar trabalhos na concessão de "Chiri", responsável por gigante diamantífera elogia Angola por ter indústria bem estabelecida, produzir há muito tempo e ter potencial de descobertas de novos depósitos.

Weltspiegel 15.06.2021 Südafrika Diamanten Steine

Foto ilustrativa tirada na África do Sul em julho de 2021

O responsável da gigante da mineração Rio Tinto considera que Angola está entre os três melhores destinos a nível mundial para investir em diamantes e espera iniciar trabalhos exploratórios relativos à concessão "Chiri" no início de 2022. 

Ken Tainton, diretor de exploração da Rio Tinto para Africa-Eurasia falava à Lusa em Saurimo, capital da Lunda Sul, uma das principais zonas de produção diamantífera em Angola, onde decorre desde quinta-feira a 1.ª conferência internacional de diamantes (AIDC, na sigla inglesa).

Questionado sobre se concordava com a visão do ministro angolano da tutela, Diamantino Azevedo, que defendeu na quinta-feira que Angola é atualmente um dos destinos mais atrativos para os investidores do setor dos diamantes, o responsável da Rio Tinto respondeu: "Está certamente no top 3".

"O facto de termos decidido investir aqui confirma, na nossa opinião, que Angola é um dos melhores destinos", reforçou. No mês passado, em Lisboa, a multinacional anglo-australiana assinou um acordo com o Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás e a diamantífera nacional, Endiama, para um contrato de investimento mineiro relativo à concessão de diamantes "Chiri" (Lunda Norte).

ENDIAMA staatliches Unternehmen in Angola für Diamantengeschäfte

Estatal angolana assinou acordo com a Rio Tinto

Motivos para atrair investimentos

Ken Tainton disse à Lusa que há uma combinação de fatores que justificam o interesse dos investidores, entre os quais o facto de Angola ter uma indústria bem estabelecida e produzir diamantes há muito tempo, bem como o potencial de descobertas de novos depósitos, apesar de alguns desafios técnicos.

Quanto à concessão de "Chiri", trata-se, por enquanto, de um projeto de exploração.  "Ainda temos de fazer o trabalho para demonstrar que o projeto tem potencial económico e é isso que estamos a fazer. Vamos começar a fazer o trabalho exploratório nos próximos meses", indicou.

"Se houver potencial económico então vamos estabelecer quais os mecanismos que podemos usar para desenvolver esse potencial", prosseguiu, referindo que o programa de trabalho vai desenrolar-se por um período de cinco anos, antecedendo a decisão final de investimento.

Diamantenschleifer in Angola

Produção antiga: Oficina de corte de diamantes em Luanda

Elogios ao Governo

Ken Tainton reiterou que a Rio Tinto tomou esta decisão porque acredita que o Governo angolano está a caminhar na direção certa e explicou que o trabalho no terreno vai analisar as questões de segurança, bem como a interação com as comunidades locais para que possam ter oportunidades em vez de consequências negativas.

 "Esperamos poder fazer isso no início de 2022", afirmou.

O responsável da Rio Tinto disse que a empresa está sempre à procura de novos negócios, mas vai focar-se para já no novo projeto:

"Por enquanto, queremos ter a certeza que conseguimos operar bem com os nossos parceiros e a melhor maneira de fazer isso é começar com um único projeto e a partir daí poderemos olhar para outras oportunidades".

 

Assistir ao vídeo 02:02

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