População de Sadjundjira incrédula com morte ″do seu protetor″ | Moçambique | DW | 04.05.2018
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Moçambique

População de Sadjundjira incrédula com morte "do seu protetor"

A população de Sadjundjira, nas encostas da serra da Gorongosa, província moçambicana de Sofala, está incrédula com a morte de Afonso Dhlakama, líder da RENAMO

Mosambik Treffen Nyusi und Dhlakama in Gorongosa (Presidencia da Republica de Mocambique)

Encontro na Gorongosa entre Filipe Nyusi (esq.) e Afonso Dhlakama (06.08.2017)

"Ainda está difícil acreditar e digerir as informações de que o nosso protetor morreu" disse à agência Lusa Vicente Palega, um comerciante em Vanduzi, descrevendo Afonso Dhlakama como "verdadeiro humano".

Outro morador, Alfazema Gabriel, disse que estranhou o silêncio da circulação dos guerrilheiros no mercado local na quinta-feira (03.05), quando pelas primeiras horas começaram a circular as informações da morte do líder da Resistência Nacional Moçambicana.

"Foi um choque, ninguém ainda está a acreditar que Dhlakama morreu", disse Gabriel que tomou como certa a informação quando pela noite viu a caravana que trasladou o corpo do líder do maior partido da oposição para Beira.

Mosambik | Markt in Vanduzi im Zentrum Mosambiks kurz vor Waffenruhe zwischen Regierung und Oppositionspartei RENAMO (DW/B. Jequete)

Mercado de rua em Vanduzi (Manica)

"Sadjundjira vai chorar Dhlakama" precisou o comerciante, sustentando que "quando todos caírem na real", verão que perderam "um líder carismático difícil de se comparar".

Por sua vez, Magara Daude, outro morador da região, destacou que aos habitantes locais "não foi dado espaço para crer e chorar um homem da dimensão de Dhlakama", sustentando que gostava de homenageá-lo pelo seu trabalho na defesa da população.

"Foi um pai de todos aqui", disse Daude, manifestando a esperança que a morte do líder "não se transforme numa insegurança para a população".

Recorde-se que Afonso Dhlakama esteve escondido na serra da Gorongosa após duas emboscadas à sua caravana, em setembro de 2016, em Manica.

Um conflito armado entre 2016/17, envolvendo as forças governamentais e os guerrilheiros da RENAMO provocou a deslocação de várias populações.

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