Parlamento ganês aprova acordo militar com os EUA sob boicote da oposição | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 24.03.2018

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Internacional

Parlamento ganês aprova acordo militar com os EUA sob boicote da oposição

Os Estados Unidos poderão utilizar instalações militares do Gana e não pagarão taxas de importação de equipamentos, entre outras coisas. Oposição diz que pacto viola a soberania do país.

Parlamento em Accra

Parlamento em Accra

No Gana, o Parlamento aprovou, apesar do boicote da oposição, um acordo com os Estados Unidos (EUA) sobre cooperação em defesa e segurança que dará acesso ilimitado a determinadas instalações ganesas ao Exército norte-americano, informou este sábado (24.03) a imprensa local.

A ratificação do acordo ocorreu na noite de sexta-feira apenas pelos membros do partido no poder. Os deputados da oposição retiraram-se da Câmara afirmando que o pacto representa uma perda de soberania nacional e uma amostra de servilismo para a nação norte-americana.

Afrika Senegal US Soldaten

Soldados norte-americanos em África (arquivo/2016)

Entre os pontos do acordo, segundo a agência de notícias EFE, citando a imprensa local, destacam-se a cessão de instalações para uso exclusivo das tropas dos EUA ou junto com soldados do Gana, assim como a isenção de impostos aos equipamentos que importem ao país.

Os EUA também estão autorizados a utilizar o espectro radiofónico ganês para operar seus sistemas de telecomunicações, e o pessoal civil e militar de seu Exército poderá entrar e se deslocar livremente pelo país, onde os veículos militares de qualquer patente gozarão também de livre circulação.

Em troca, os EUA vão investir 20 milhões de dólares em treinamento militar e equipamento para as Forças Armadas do Gana, segundo garantiu o ministro da Defesa, Dominic Nituwul.  

Laços diplomáticos

O Gana e os Estados Unidos têm fortes laços diplomáticos e comerciais, culminando na cooperação específica entre seus militares no passado. Mas os críticos, incluindo alguns grupos da sociedade civil, dizem que o acordo deste ano equivale a hipotecar a soberania do país. Enquanto alguns pediram rejeição do acordo, outros queriam os termos revisados.

"O acordo diz que o Exército de outro país entrará na cidade. Eles vão importar equipamentos militares que nem as agências de segurança podem inspecionar, muito menos autorizar", disse Srem Sai, professor universitário.

"Esqueça as autoridades fiscais – elas não poderão nem cobrar, e o Exército operará o equipamento e as conduzirá sem a licença. As leis do país não se aplicam a elas", acrescentou.

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