ONU apela para aplicação rápida do acordo de paz na República Centro-Africana | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 24.03.2019
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Internacional

ONU apela para aplicação rápida do acordo de paz na República Centro-Africana

Secretário-geral da ONU instou os signatários do acordo de paz na RCA "a acelerar a sua aplicação". Apelo acontece um dia após a formação de um novo Governo que inclui representantes de grupos armados.

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Capacetes azuis em Bangui (2016)

Em comunicado divulgado na noite de sábado (23.03), o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, chama também "todos os signatários do Acordo Político para a Paz e a Reconciliação a aderirem aos princípios acordados, nomeadamente a rejeição da violência e o respeito dos direitos humanos e da dignidade humana".

Guterres "congratula-se com a criação de um Governo inclusivo na República Centro-Africana em 22 de março, em conformidade com o Acordo Político para a Paz e a Reconciliação assinado em Bangui em 06 de fevereiro", acrescenta a nota de imprensa, sublinhando o "papel de primeiro plano desempenhado pela União Africana" no processo para pôr termo ao conflito.

Zentralafrikanische Republik Präsident und Rebellen unterzeichnen Friedensabkommen in Bangui

Assinatura do acordo de paz entre o Governo e grupos armados (Fevereiro de 2019)

O Presidente centro-africano, Faustin-Archange Touadéra, nomeou na sexta-feira um novo Governo que atribui mais pastas aos 14 grupos armados signatários do acordo de Cartum, sem contudo lhes confiar nenhum dos principais ministérios.

Conflito

Rica em recursos naturais, a República Centro-Africana encontra-se em guerra desde 2013, depois da queda do ex-Presidente François Bozizé por grupos armados juntos na coligação Séléka, o que suscitou a oposição de outras milícias, agrupadas sob a designação anti-Balaka. 

O conflito neste país já provocou 700 mil deslocados e 570 mil refugiados e colocou 2,5 milhões de pessoas a necessitarem de ajuda humanitária. Desde 2014, a ONU mantém no país uma força de 11 mil Capacetes Azuis para contribuir para estabilizar o país.

O Governo controla cerca de um quinto do território. O resto é dividido por mais de 15 milícias que procuram obter dinheiro através de raptos, extorsão, bloqueio de vias de comunicação, recursos minerais (diamantes e ouro, entre outros), roubo de gado e abate de elefantes para venda de marfim. 

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