OMS discute vacina da AstraZeneca após série de suspensões | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 16.03.2021

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Internacional

OMS discute vacina da AstraZeneca após série de suspensões

O comité da OMS para a segurança de vacinas reúne-se para debater o imunizante contra a Covid-19 produzido pela AstraZeneca/Oxford. Países europeus, incluindo a Alemanha, decidiram suspender a administração da vacina.

A reunião de especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) foi convocada para esta terça-feira (16.11), quando mais de uma dezena países europeus, incluindo a Alemanha, decidiram, por precaução, suspender a administração desta vacina após relatos de aparecimento de coágulos sanguíneos e da morte de pessoas inoculadas com esta vacina.

O chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesu, referiu que, apesar de não haver uma ligação entre a vacina e os casos reportados, "constitui boa prática investigá-los", acrescentando que o comité de peritos da OMS para a segurança das vacinas "está em contacto estreito" com Agência Europeia do Medicamento, que se reúne na quinta-feira para avaliar a vacina AstraZeneca/Oxford.

Na quinta-feira passada, o regulador europeu do medicamento (Agência Europeia de Medicamentos, EMA na sigla em inglês) indicou que não existem provas de um aumento de risco de coagulação sanguínea em pessoas vacinadas com este fármaco contra a Covid-19.

Deutschland Covid-19 Impfung

Suspeita-se que vacina cause coágulos e até mortes

Efeitos secundários

Na segunda-feira, a EMA defendeu que "os benefícios" da vacina da AstraZeneca contra Covid-19 "superam os riscos de efeitos secundários", garantindo ainda assim uma "análise rigorosa" às situações de formação de coágulos sanguíneos em vacinados.

"Enquanto a investigação está em curso, a EMA continua a considerar que os benefícios da vacina AstraZeneca na prevenção da covid-19, com o risco associado de hospitalização e morte [devido à pandemia], superam os riscos de efeitos secundários", referiu o regulador europeu em nota de imprensa.

A OMS tem defendido que "não há razão para não usar esta vacina". O grupo farmacêutico anglo-sueco assegurou, por sua vez, não haver "qualquer prova da existência de um risco aumentado" de se verificarem coágulos sanguíneos causados pela sua vacina.

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