Oito civis mortos por milícias no nordeste da República Democrática do Congo | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 22.12.2019
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Internacional

Oito civis mortos por milícias no nordeste da República Democrática do Congo

Os ataques atribuídos ao grupo armado Codeco ocorreram nas aldeias de Gochukpu, Gure e Landa. As vítimas mortais são cinco homens, duas mulheres e uma criança.

A violência no nordeste da RDC está a provocar um êxodo na região

A violência no nordeste da RDC está a provocar um êxodo na região

Oito civis morreram na sexta-feira (20.12) em ataques de milícias em Ituri, no nordeste da República Democrática do Congo (RDC), indicaram no sábado (21.12) fontes locais. 

"Milicianos do grupo armado Codeco mataram oito pessoas e feriram duas outras na sexta-feira em três aldeias" do território de Djugu, na província de Ituri, declarou à agência France Presse Joel Mande, um chefe tradicional.

As vítimas mortais são "cinco homens, duas mulheres e uma criança", disse Daniel Tibasima, diretor da radiotelevisão comunitária Umoja de Djugu.

Os ataques ocorreram nas aldeias de Gochukpu, Gure e Landa, mas "todas as vítimas foram enterradas hoje [sábado] em Gure", adiantou.

Ituri é uma das três províncias do leste da RDC afetadas pela violência e onde o exército realiza operações militares.

O grupo armado Codeco está ativo na região de Djugu, palco de violência desde o final de 2017. Os últimos ataques atribuídos ao grupo são de 13 de dezembro, quando foram mortas 12 pessoas.

A milícia é constituída por membros da comunidade lendu (agricultores cristãos) reunidos numa espécie de seita político militar religiosa, a Cooperativa para o Desenvolvimento do Congo (Codeco).

O grupo foi considerado responsável pelo massacre de pelo menos 160 pessoas em junho. As autoridades também o acusaram de ter provocado o êxodo de 300.000 civis.

Entre 1999 e 2003, a região de Ituri, rica em ouro, foi palco de um conflito entre as comunidades hema (comerciantes e criadores de gado) e lendu. Dezenas de milhares de mortos foram registados até à intervenção da força europeia Artemis, sob comando francês.

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