Observadores satisfeitos com eleições em Angola | Angola | DW | 02.09.2012

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Angola

Observadores satisfeitos com eleições em Angola

Enquanto cresce a contestação às eleições angolanas dentro do país, os observadores internacionais da União Africana e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa falam de eleições credíveis.

Presidente José Eduardo dos Santos à saída das urnas

Presidente José Eduardo dos Santos à saída das urnas

Para Pedro Pires, ex-Presidente de Cabo Verde e chefe dos observadores da União Africana às eleições gerais em Angola, a votação angolana foi livre e credível.

A opinião é partilhada pelo líder de Observação Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e antigo ministro dos Negócios Estrangeiros de Moçambique, Leonardo Simão.

"A Missão considera que as eleições gerais respeitaram, na sua generalidade, os princípios e procedimentos internacionais, o que permite concluir que as mesmas foram livres, transparentes e democráticas", diz.

Palavras que viriam a ser repetidas mais tarde por Pedro Pires, em nome da União Africana. Mas a missão da UA teve também algumas críticas a apontar ao processo, destacando as relações tensas entre a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) e os partidos, que, a ver de Pedro Pires foi marcada pela "ausência de diálogo construtivo", as reclamações da oposição "à acreditação tardia dos seus delegados", as "disparidades na utilização dos espaços públicos" e ainda a ausência na votação da diáspora angolana.

Pedro Pires, chefe da missão de observadores da União Africana

Pedro Pires, chefe da missão de observadores da União Africana

Recomendações da CPLP

A CPLP, pela voz de Leonardo Simão, também dirigiu algumas críticas a Luanda e deixou três recomendações - incluindo a melhoria do sistema de acreditação dos observadores nacionais e internacionais, a melhoria da acreditação dos delegados de partidos políticos e o aperfeiçoamento do processo de registo dos eleitores.

A estas recomendações há que acrescentar a crítica da UA no que toca a aprovação tardia da lei eleitoral, que, a ver da organização, deixou apenas escassos oito meses à preparação do escrutínio. Pedro Pires apontou ainda como negativo o atraso na distribuição de fundos públicos para as campanhas dos partidos.

Ambas as delegações felicitaram-se, no entanto, pela forma calma e ordeira como decorreram as eleições de sexta-feira, 31 de agosto, o segundo escrutínio apenas desde o fim da guerra civil angolana em 2002.

A UNITA pretende contestar os resultados das eleições

A UNITA pretende contestar os resultados das eleições

Constatações contradizem partidos da oposição

Duas outras missões de observação, a Comunidade para o Desenvolvimento do África Austral (SADC), e a Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos (CIRGL), manifestaram igualmente uma satisfação geral com o decorrer do escrutínio em Angola, contrariando os principais partidos da oposição, UNITA e CASA-CE - ambos decididos a impugnar as eleições - assim como organizações angolanas da sociedade civil.

Autora: Cristina Krippahl/lusa, reuters, AFP
Edição: Cristiane Vieira Teixeira

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