Nyusi: ″Violações de direitos humanos não serão toleradas″ | Moçambique | DW | 07.04.2021

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Moçambique

Nyusi: "Violações de direitos humanos não serão toleradas"

Presidente Filipe Nyusi promete investigar todas as eventuais violações de direitos humanos. Chefe de Estado diz que nenhuma vitória será alcançada sem "entreajuda" da população civil.

O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, disse esta quarta-feira (07.04) que não serão toleradas violações de direitos humanos por parte de membros das Forças de Defesa e Segurança (FDS) na luta contra os grupos armados no norte do país. "De forma clara, reiteramos que as violações dos direitos humanos não são, nem serão, toleradas em Moçambique", declarou Filipe Nyusi. 

O chefe de Estado moçambicano falava numa comunicação à nação por ocasião do Dia da Mulher Moçambicana, que se assinala hoje, precisamente duas semanas após os ataques armados à vila de Palma, província de Cabo Delgado, norte do país. "Todas as eventuais violações de direitos humanos serão investigadas exaustivamente e serão tomadas medidas adequadas", acrescentou.

Assistir ao vídeo 01:44

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"Formação ética e moral"

As FDS, prosseguiu, devem assumir que a vitória contra os grupos armados que protagonizam ataques na província de Cabo Delgado, norte do país, será inalcançável sem a colaboração da população, se esta for vítima de abusos. "Nenhuma vitória será alcançada sem total confiança e entreajuda com a população civil", destacou o Presidente moçambicano.

Filipe Nyusi sustentou que a preparação das forças governamentais inclui a formação ética e moral, não se limitando a aspetos meramente ligados à defesa e segurança.

Nyusi assinalou que as FDS devem inspirar-se nos valores da luta de libertação nacional contra o colonialismo português, assinalando que a vitória só foi possível graças ao apoio das comunidades aos guerrilheiros da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO). "As Forças de Defesa e Segurança conhecem a sua nobre missão de proteção dos cidadãos, existem para defender o povo e a nação e serão sempre sujeitas aos mais altos padrões éticos", enfatizou o chefe de Estado moçambicano.

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