Nyusi quer 20% de energias renováveis até 2040 | Moçambique | DW | 30.09.2020
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Moçambique

Nyusi quer 20% de energias renováveis até 2040

O potencial de Moçambique é enorme, segundo o Presidente da República. Filipe Nyusi pretende que 20% da produção energética no país seja assegurada por energias renováveis nos próximos 20 anos. UE quer ajudar.

Filipe Nyusi enfatizou esta quarta-feira (30.09) o compromisso do seu Executivo com o desenvolvimento de infraestruturas de produção de energias renováveis quando discursava no ato de lançamento do primeiro leilão de projetos de geração de energias limpas no país.

"Pretendemos o incremento da diversificação da localização das novas centrais de energias renováveis e o aumento do contributo das energias renováveis para 20% na matriz energética nacional, nos próximos 20 anos", declarou o chefe de Estado moçambicano.

Filipe Nyusi, Präsident von Mosambik

Presidente moçambicano, Filipe Nyusi

O Executivo, prosseguiu, conta com a abundância das fontes solar e eólica para acompanhar o crescimento da procura de energia elétrica em Moçambique.

"As projeções indicam para 8% de procura média anual de energia elétrica nos próximos 25 anos. Estamos a trabalhar para garantir o aumento da energia elétrica, promovendo o investimento público e privado", destacou Filipe Nyusi.

Desenvolvimento industrial

A mobilização das diversas fontes energéticas disponíveis em Moçambique, prosseguiu, vai permitir que mais de 10 milhões de moçambicanos tenham acesso à energia elétrica até 2024.

A aposta nas energias renováveis poderá assegurar a transformação e desenvolvimento industrial, agro-processamento, aquacultura e aumento do acesso energético a mais famílias.

"Está claramente identificado que o sol é a fonte de energia mais abundante no país e foram identificados 16 locais com elevado potencial eólico no centro e sul do país", salientou Filipe Nyusi.

Tendo em conta este enorme potencial, o Governo atribui especial atenção ao desenvolvimento de energias alternativas, acrescentou.

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Leilões de projetos

Sobre o lançamento esta quarta-feira dos leilões de projetos de energias renováveis, Filipe Nyusi avançou que a ação traduz o compromisso com a transparência no desenvolvimento de projetos no setor de energia e a aposta nas parcerias público-privadas.

Os leilões anunciados enquadram-se no âmbito de um concurso público internacional para a adjudicação de quatro projetos de energias renováveis com investimentos esperados de 200 milhões de euros.

Nesse sentido, serão "leiloados" três sistemas solares nos distritos de Dondo, província de Sofala, e Manje, província de Tete, ambas no centro de Moçambique, distrito de Lichinga, província de Niassa, norte, e uma central eólica na província de Inhambane, sul.

Os quatro projetos terão capacidade para a produção de 40 megawatts cada.

O projeto conta com uma ajuda financeira de 37 milhões de euros da União Europeia em parceria com a Agência Francesa de Desenvolvimento.

A iniciativa pretende a promoção de fontes alternativas de energia de qualidade e de baixo custo, assegurando uma maior contribuição das energias renováveis na transição energética e na eletrificação de todo o país.

Milhões da UE

A União Europeia (UE) disse hoje que espera mobilizar mais de mil milhões de euros para o setor energético em Moçambique, incluindo para energias renováveis, visando a melhoria da "segurança energética", ou seja, com maior autonomia e qualidade.

"A União Europeia contribui com mais de 180 milhões de euros neste setor e estima-se que irá alavancar fundos públicos e privados que poderão totalizar mais de mil milhões de euros", afirmou hoje o embaixador da UE em Moçambique, António Sánchez-Benedito Gaspar.

O diplomata adiantou que a UE vai brevemente anunciar "contribuições financeiras significativas" para apoiar o acesso das famílias moçambicanas à rede elétrica. As ajudas serão também canalizadas às pequenas e médias empresas fornecedoras de serviços energéticos fora da rede pública, em resposta ao impacto da Covid-19, acrescentou. 

O apoio vai igualmente ser destinado a um programa de redução de perdas técnicas e comerciais na rede da empresa pública Eletricidade de Moçambique (EDM).

"Todas estas iniciativas deverão contribuir para a melhoria da segurança energética em Moçambique", declarou António Sánchez-Benedito Gaspar. 

Artigo atualizado às 21:09 (CET) de 30 de setembro de 2020, acrescentando o anúncio da UE.
 

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