Novo Governo em Moçambique: Presidente não aceita ″desculpas″ | NOTÍCIAS | DW | 19.01.2020
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NOTÍCIAS

Novo Governo em Moçambique: Presidente não aceita "desculpas"

Na tomada de posse do novo Executivo, Filipe Nyusi advertiu que não vai aceitar "desculpas" em caso de falhanço, apelando aos ministros para se focarem nos resultados que permitam a melhoria da vida do povo.

Tomada de posse de Filipe Nyusi, a 15 de janeiro

Tomada de posse de Filipe Nyusi, a 15 de janeiro

"Doravante, não poderá existir a desculpa de que sou novo ou nova na função, pois as instituições que passam a dirigir sempre existiram e possuem instrumentos que delimitam as suas atribuições e competências", afirmou Filipe Nyusi, falando após empossar os novos membros do Executivo, este sábado (18.01).

Na cerimónia que decorreu no Palácio da Ponta Vermelha, a residência oficial do chefe de Estado moçambicano, tomaram posse o primeiro-ministro e 16 dos 17 ministros nomeados na sexta-feira, estando ausente Eldevina Material, nomeada ministra da Cultura e Turismo.

O chefe de Estado garantiu que optou por um elenco pragmático, visando o alcance de resultados com impacto na melhoria das condições de vida da população moçambicana. "Os mais de 28 milhões de moçambicanos ouviram o vosso termo de juramento e vão cobrar os resultados, não temos tempo, a partir de agora, vamos trabalhar", exortou Filipe Nyusi.

Os dirigentes empossados devem pautar-se pela integridade, lealdade, ética governativa e intolerância à corrupção, um mal que fragiliza as instituições do Estado moçambicano, assinalou Nyusi.

Mosambik Inauguration Präsident

Filipe Nyusi discursa na cerimónia de investidura para um segundo mandato de cinco anos como Presidente

Recados aos ministérios

No seu discurso, o chefe de Estado moçambicano concentrou-se depois em alguns dos ministérios mais importantes do Executivo, apontando o que considera serem os principais objetivos.

Segundo Filipe Nyusi, o Ministério da Economia e Finanças deve apostar na consolidação orçamental, assegurando o aumento dos recursos do Estado e o rigor nos gastos. "Toda a atividade económica vai ter como denominador comum a criação de oportunidades de emprego, sobretudo, para a juventude, tendo em vista a melhoria das condições de vida do nosso povo", sublinhou.

Do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Nyusi disse esperar uma maior dinâmica na diplomacia económica e a revitalização da rede diplomática moçambicana no estrangeiro. Os ministérios da Defesa e do Interior terão de se concentrar na defesa da paz, tranquilidade e ordem pública, tendo em conta os focos de instabilidade nas regiões Centro e Norte do país.

O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural vai ter como aposta o alcance da "fome zero", através de ações que assegurem o aumento da produção e produtividade.

A Presidência da República ainda não esclareceu se a formação do novo elenco governamental está fechada e se serão extintos ou criados novos ministérios.

Mosambik Maputo Premierminister Carlos Agostinho do Rosário

Carlos Agostinho do Rosário tomou novamente posse como primeiro-ministro

Dança das cadeiras

No elenco governamental há 10 caras novas e oito são reconduções em relação ao Executivo anterior.

Carlos Agostinho do Rosário mantém-se no lugar de primeiro-ministro, enquanto Adriano Maleiane, Max Tonela e João Machatine foram reconduzidos para os cargos de ministros da Economia e Finanças, dos Recursos Minerais e Energia e das Obras Públicas e Recursos Hídricos, respetivamente.

Celso Correia, Carmelita Namashulua e Helena Kida também permanecem no Governo, mas assumem pastas diferentes. Correia deixa o extinto Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural para assumir o novo Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural.

Carmelita Namashulua sai do Ministério da Administração Estatal e Função Pública para o ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, enquanto Helena Kida deixa a função de vice-ministra do Interior para assumir a pasta da Justiça.

Ainda entre os nomes reconduzidos, Carlos Mesquita deixa a tutela dos Transportes e Comunicações e assume o cargo de ministro da Indústria e Comércio.

Estreias

Nas novas caras, Verónica Macamo, que sai da presidência da Assembleia da República, assume o cargo de ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, em substituição de José Pacheco - que não surge na lista hoje divulgada.

Margarida Talapa deixa a liderança da bancada parlamentar do partido no poder, Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), para ocupar o cargo de ministra de Trabalho, Emprego e Segurança Social, e Augusta Maita transita da direção do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades para o cargo de ministra do Mar, Águas Interiores e Pesca.

Outros nomes novos entre os ministros e ministras empossados são Jaime Neto (Defesa), Amade Miquidade (Interior), Armindo Tiago (Saúde), Gabriel Salimo (Ciência e Ensino Superior), Ivete Maibase (Terra e Ambiente), Janfar Abdulai (Transportes e Comunicações) e Eldevina Materula (Cultura e Turismo).

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