Novo ataque terá deixado mortos e destruição no norte de Moçambique | Moçambique | DW | 23.06.2018
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Moçambique

Novo ataque terá deixado mortos e destruição no norte de Moçambique

Segundo fonte ouvida pela agência de notícias Lusa, desta vez o alvo foi a aldeia de Maganja, na província de Cabo Delgado. Ataque terá provocado a morte de pelo menos cinco pessoas e destruído cerca de 120 casas.

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Casas incendiadas em Mucojo, distrito de Macomia, num outro ataque em Cabo Delgado

Um grupo armado atacou na noite da última sexta-feira (22.06) uma aldeia remota do norte de Moçambique, Maganja, onde matou cinco pessoas e incendiou 120 casas ao mesmo tempo em que saqueava a povoação, disse à agência de notícias Lusa uma fonte das autoridades.

A aldeia fica situada no distrito de Palma, a cerca de cinco quilómetros do perímetro atribuído à construção de empreendimentos ligados à exploração de gás natural.

Ainda de acordo com a fonte ouvida pela Lusa, o grupo entrou na aldeia de Maganja pelas 23h de sexta-feira, roubou arroz, outros produtos alimentares e alguns animais, como cabritos. As vítimas foram assassinadas com golpes de catana e disparos de armas de fogo.

Rede de ataques

Suspeita-se que os autores fazem parte do mesmo movimento, composto por diferentes células, que tem atacado residentes de povoações no meio do mato, sem eletricidade nem infraestruturas, da província de Cabo Delgado, desde outubro de 2017.

Só na mais recente vaga de violência, desde 27 de maio, morreram pelo menos 29 habitantes, 11 supostos agressores e dois elementos das forças de segurança, segundo números das autoridades e testemunhos da população recolhidos pela Lusa.

Antes da incursão na noite de sexta-feira, em Maganja, o ataque anterior tinha acontecido na noite de terça-feira na aldeia remota de Litandakua, posto administrativo de Chai, distrito de Macomia - mais de 100 quilómetros em linha reta a sudoeste, na mesma província, Cabo Delgado.

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