Novo acordo reacende esperanças no Sudão | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 05.07.2019
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Internacional

Novo acordo reacende esperanças no Sudão

Junta militar e líderes do movimento de contestação chegaram, esta sexta-feira (05.07), a acordo sobre o conselho que vai liderar a transição política, aceitando um poder partilhado entre militares e civis.

As duas partes acordaram estabelecer "um conselho soberano rotativo entre militares e civis, por um período de três anos ou um pouco mais", anunciou, em conferência de imprensa, o mediador da União Africana (UA), Mohamed Hassan Lebatt.

A oposição sudanesa aceitou retomar as negociações com os militares na passada quarta-feira (03.07) - em Cartum, um mês após a ruptura causada pela remoção violenta de um acampamento de manifestantes na capital, que provocou mais de uma centena de mortos. 

Graças à mediação da Etiópia e da União Africana (UA), as duas partes chegaram finalmente a acordo sobre o seu principal ponto de divergência: a liderança do "Conselho Soberano", o órgão que deve supervisionar o período de transição política.

Sudan Khartum | Protest gegen Militärregierung | Einsatz von Tränengas (Reuters/M.N. Abdallah)

Repressão violenta a protestos em Cartum

Não são conhecidos ainda os detalhes do acordo, mas segundo a proposta dos mediadores, o "Conselho Soberano" deverá inicialmente ser presidido por um militar durante 18 meses, antes de um civil assumir o comando até ao final da transição.

Esforços de mediação

Os mediadores da Etiópia e da UA tinham reunido, na segunda-feira (01.07), separadamente, com a junta militar e com a oposição, numa tentativa de aproximar as posições das partes no sentido da formação de um governo transitório que assuma o poder deixado pela queda do antigo Presidente sudanês Omar al Bashir, destituído no passado dia 11 de abril.  

As negociações entre a junta militar e as Forças da Liberdade e Mudança tinham falhado no início de junho, depois da remoção violenta do acampamento de protesto em frente ao quartel-general das Forças Armadas em Cartum e da ação de repressão que se seguiu nas ruas da capital sudanesa, em que morreram mais de uma centena de pessoas, de acordo com a oposição. 

 

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