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Nigéria detém mais de 400 pessoas ligadas ao Boko Haram

AP | Lusa | tms
16 de dezembro de 2017

É o maior número de detenções de combatentes do Boko Haram nos últimos meses, no norte da Nigéria. Entre os detidos também estão mulheres e crianças.

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Exército realiza operações de combate ao Boko Haram no norte do país (Foto de Arquivo/2016)Foto: Getty Images/AFP/I. Sanogo

Na Nigéria, as autoridades militares afirmam ter detido mais de 400 pessoas associadas ao grupo extremista Boko Haram, que estavam escondidas em ilhas do Lago Chade. Entre os detidos, segundo os militares nigerianos, estão combatentes, mulheres e crianças.

As detenções são resultado de uma operação de duas semanas e representam o maior número de prisões realizadas no norte da Nigéria, informou o coronel Onyema Nwachuku. O militar acrescentou que vários insurgentes foram mortos, mas não avançou detalhes. 

Entre os detidos na operação estão 167 combatentes, 67 mulheres e 173 crianças. As mulheres e crianças serão entregues às autoridades de campos de deslocados depois de investigações, de acordo com o exército.

Nigeria Anschlag auf Moschee in Mubi
O Boko Haram promove ataques suicídas, como nesta mesquita na cidade de Mubi (novembro de 2017)Foto: picture-alliance/AP Photo

Outros 57 insurgentes foram também detidos durante uma operação que ocorreu paralelamente naquela região.

Insurgência 

O grupo Boko Haram é responsável por mais de 20 mil mortos durante oito anos de insurgência, que tem afetado também os países vizinhos e criado uma crise humanitária de fome e de milhões de deslocados.

Grupos de defesa dos direitos humanos têm alertado para o grande número de mulheres e crianças que têm sido presas na guerra contra o extremismo do Boko Haram, dizendo que a maioria delas foram detidas arbitrariamente. 

No início desta semana, dezenas de governadores da Nigéria aprovaram a transferência de 1.000 milhões de dólares para ajudar a luta do Governo Federal contra o Boko Haram.

Num esforço para aliviar as prisões superlotadas, o Governo da Nigéria iniciou em outubro o julgamento de mais de 1.600 membros suspeitos de colaborar com o Boko Haram. As audiências ocorreram a portas fechadas num quartel militar. Foi o maior julgamento em massa na história do grupo extremista islâmico.

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