Nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala assume liderança da OMC | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 01.03.2021

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Internacional

Nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala assume liderança da OMC

A primeira mulher africana e negra a liderar a Organização Mundial do Comércio deu início aos trabalhos esta segunda-feira (01.03). A economista tem como prioridade abordar as consequências económicas da Covid-19.

Ngozi Okonjo-Iweala

Ngozi Okonjo-Iweala é formada em Economia pela Universidade de Harvard

A partir desta segunda-feira (01.03), a nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala passa a chefiar a Organização Mundial do Comércio. Aos 66 anos de idade, torna-se a primeira mulher e a primeira africana a liderar a OMC.

Formada em Economia pela Universidade de Harvard e doutora pelo Massachusetts Institute of Techology, Ngozi Okonjo-Iweala tem como prioridade abordar as consequências económicas da pandemia de Covid-19.

"A nossa organização enfrenta muitos desafios, mas trabalhando juntos podemos tornar a OMC mais forte, ágil e melhor adaptada às realidades de hoje '', afirmou em fevereiro.

Com uma carreira de 25 anos no Banco Mundial, a economista nigeriana acredita no poder do comércio para ajudar os países em desenvolvimento a sair da pobreza.

Apoio unânime

Ngozi Okonjo-Iweala foi nomeada oficialmente ao comando da OMC a 15 de fevereiro com um amplo apoio dos membros da OMC, incluindo China, União Europeia, União Africana, Japão e Austrália. A nigeriana substitui o brasileiro Roberto Azevedo, que se demitiu um ano antes do previsto, no final de agosto de 2020.

De acordo com a revista de negócios norte-americana Forbes, Okonjo-Iweala foi "creditada com o desenvolvimento de programas de reforma que ajudaram a melhorar a transparência governamental e a estabilizar a economia". A revista a classificou no 48º lugar no top 50 do ranking "Power Women" de 2015.

Em entrevista à DW, Amara Nwankpa, diretora da Iniciativa de Políticas Públicas da Fundação Shehu Musa Yar'Adua, uma organização sem fins lucrativos nigeriana, diz que os antecedentes da economista demonstram que "ela traz para este trabalho competências em negociações internacionais e capacidade de liderança para enfrentar os principais desafios que o mundo enfrenta atualmente".

"É exatamente a pessoa de que o mundo precisa ao leme do comércio internacional nestes tempos turbulentos", acrescentou.