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Nigéria: Boko Haram ataca base militar e mata pelo menos 30

AFP | Lusa | tms
1 de setembro de 2018

De acordo com fontes militares, ataque ocorreu na última quinta-feira (30.08) perto da fronteira com o Níger. Membros dos jihadistas também foram abatidos.

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Tropas nigerianas em área desocupada pelos jihadistas (2014)Foto: picture-alliance/dpaD. Yake

Pelo menos 30 soldados nigerianos morreram em combate com os jihadistas do Boko Haram que invadiram uma base militar no nordeste do país, perto da fronteira com o Níger, disseram à agência de notícias France Presse (AFP) duas fontes militares este sábado (01.09).

"Perdemos pelo menos 30 homens em combates com os 'terroristas' do Boko Haram que atacaram as nossas tropas em Zari (perto da fronteira com o Níger) por volta das 16h locais de quinta-feira", declarou um oficial nigeriano, que falou à AFP sob a condição de anonimato.

Nigeria UN Camp in Maiduguri
Campo de deslocados nigerianos em Maiduguri (2017)Foto: imago/epd/A. Staeritz

Os militantes do Boko Haram pegaram armas e equipamentos militares antes de serem expulsos da base militar por tropas com apoio aéreo, disse uma segunda fonte que confirmou o mesmo número de soldados mortos.

Os extremistas, então, foram perseguidos e bombardeados por um jato de combate, disseram as fontes militares. "Os terroristas também sofreram uma grande baixa do bombardeio", afirmou um dos oficiais à AFP.

Num comunicado divulgado na sexta-feira (31.08), as forças armadas nigerianas confirmaram que as tropas lutaram contra os "insurgentes" do Boko Haram, que pretendiam saquear a comunidade e extorquir dinheiro dos moradores.

Ataques contra o exército

Este ataque, segundo a agência de notícias, ocorre num contexto de forte recrudescimento de ataques contra o exército nigeriano. A Nigéria tem sido palco, desde 2009, da violenta insurgência do grupo fundamentalista Boko Haram, que pretende criar um estado islâmico na zona norte daquele país.

O Presidente Muhammadu Buhari, que se recandidata nas eleições de fevereiro de 2019, foi eleito sob a promessa de erradicar o grupo jihadista, que já provocou mais de 20 mil mortos e milhões de deslocados desde 2009.

Em meados de agosto, centenas de militares manifestaram-se em Maiduguri, recusando ser destacados para zonas instáveis e sob ameaça do Boko Haram.