Multiplicam-se protestos contra o filme anti-islão | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 17.09.2012
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Internacional

Multiplicam-se protestos contra o filme anti-islão

Manifestações violentas ligadas à difusão de um filme anti-islão alargaram-se, esta segunda-feira, à Indonésia e ao Afeganistão e fizeram dois mortos no Paquistão.

Manifestações anti-islão se alastram

Manifestações anti-islão se alastram

As manifestações continuam em várias partes do mundo na sequência do filme anti-islão difundido na internet. Entretanto o chefe do Hezbollah libanês lançou um apelo para uma semana de protestos.

Manifestações em cadeia

No Iémen, centenas de estudantes lançaram apelos para a expulsão do embaixador dos Estados Unidos da América, durante uma manifestação organizada na universidade de Sanaa, a capital iemenita. A manifestação decorreu sem violência, mas no Paquistão, dois manifestantes morreram e dois outros ficaram gravemente feridos numa troca de tiros com a polícia nos protestos que tiveram lugar em Peshawar, no norte do país.

Manifestação anti-americana em Cabul

Manifestação anti-americana em Cabul

A violência também chegou ao Afeganistão, onde homens armados dispararam no meio dos manifestantes, resultando na morte de, pelo menos, uma pessoa, em Cabul.

Pela primeira vez, Jacarta, a capital da Indonésia, foi palco de manifestações e confrontos entre a polícia e manifestantes que se concentraram frente à embaixada norte-americana.

Medidas de proteção

Os Estados Unidos da América anunciaram a intenção de encerrar a sua embaixada em Bangkok, na Tailândia, para prevenir uma manifestação convocada para terça-feira (18.09).

Entretanto, no Líbano, o chefe do Hezbollah, Hassan Nasrallah, disse aos seus apoiantes que "o mundo inteiro precisa ver a nossa raiva nos nossos rostos, nos nossos punhos e nos nossos gritos. O mundo inteiro deve saber que o profeta Maomé tem seguidores que não vão ficar calados perante essa humilhação." No entanto, Hassan Nasrallah também solicitou aos muçulmanos que não ataquem as embaixadas estrangeiras.

Na Alemanha, começou um debate sobre a necessidade de ser ou não proibida a difusão deste filme na internet. Mas um pequeno grupo da extrema-direita quer precisamente apoiar a difusão do filme anti-islão.

Guido Westerwelle, o ministro alemão dos Negócios Estrangeiros

Guido Westerwelle, o ministro alemão dos Negócios Estrangeiros

O grupo chegou até mesmo a convidar o pastor norte-americano Terry Jones, conhecido por ter queimado alguns livros do Corão em abril de 2011, para vir à Alemanha ajudar nesse processo. No entanto, Jones foi declarado "persona non grata" e não poderá deslocar-se à Alemanha.

Guido Westerwelle, o ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, explica que o pastor do ódio não é bem-vindo.

Pastor Terry Jones, conhecido por ter queimado livros do Corão em abril de 2011

Pastor Terry Jones, conhecido por ter queimado livros do Corão em abril de 2011

E continua que "da mesma forma que existem extremistas no mundo árabe e que apelam ao ódio, provocam incidentes e querem provocar uma onda de violência, infelizmente também aqui, nos países ocidentais, existem fundamentalistas, radicais e extremistas da direita. Não vamos deixar entrar na Alemanha essas pessoas."

Proteção para embaixadas alemãs

Entretanto, a chanceler Angela Merkel pediu novamente às autoridades sudanesas para que assegurem a proteção da embaixada da Alemanha em Cartum. Na manhã desta segunda-feira (17.09), na sua conferência de imprensa anual, a chanceler Merkel abordou mais uma vez a violência que visou na última sexta-feira a representação diplomática de Berlim na capital sudanesa.

Angela Merkel, chanceler alemã, é a favor do diálogo

Angela Merkel, chanceler alemã, é a favor do diálogo

Merkel fez a seguinte declaração: "Somos um país onde a liberdade de religião e a liberdade de expressão são claramente garantidas pela Constituição. Mas devo ser clara sobre este assunto: de forma nenhuma a violência é uma maneira das pessoas fazerem entender a sua diferença. E já disse aos nossos embaixadores e repito isso para que todos ouçam. Tudo deve ser solucionado pacificamente, por meio do diálogo e de discussões. É isso que desejamos e é esta também a opinião da maioria dos muçulmanos."

Autor: António Rocha / DPA / Lusa / AFP
Edição: Carla Fernandes / Bettina Riffel

Ouvir o áudio 03:59

Filme anti-islão provoca mais manifestações

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