MPLA afirma que Frente Patriótica não tem proposta alternativa para Angola | Angola | DW | 07.08.2021

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Angola

MPLA afirma que Frente Patriótica não tem proposta alternativa para Angola

Partido no poder em Angola considera que o novo projeto político angolano não tem visão de futuro e nem apresenta propostas alternativas para o país. MPLA diz ainda que a Frente Patriótica pretende "iludir" os cidadãos.

Líderes da Frente Patriótica: Abel Chivukuvuku (esq.), Adalberto Costa Júnior e Filomeno Vieira Lopes (dir.)

Líderes da Frente Patriótica: Abel Chivukuvuku (esq.), Adalberto Costa Júnior e Filomeno Vieira Lopes (dir.)

"Como era de esperar, a propalada 'Frente' não apresenta nenhuma proposta de programa de governação alternativa a do MPLA, avalia o presente de forma incoerente e irresponsável e não tem qualquer visão de futuro para o país", pode ler-se no texto divulgado este sábado (07.08) pelo Bureau Político do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), reunido em Luanda.

O novo projeto político Frente Patriótica Unida defendeu na quinta-feira (05.08) a necessidade de adoção de um programa de emergência nacional "para tirar o país da crise em que se encontra", referindo-se à fome, saúde e desemprego, entre outros.

A posição consta de uma declaração política assinada pelos líderes da Frente Patriótica Unida, os presidentes da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Adalberto Costa Júnior, do Bloco Democrático, Filomeno Vieira Lopes, e do projeto político PRA-JA Servir Angola, Abel Chivukuvuku.

Hoje, o secretariado do Bureau Político do MPLA criticou a menção da Frente Patriótica Unida à "à perda de legitimidade do MPLA para continuar a governar o país".

Assistir ao vídeo 03:22

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"Tal afirmação é reveladora da conhecida falta de sentido de Estado e de respeito para com as instituições democráticas que vem sendo demonstrada por algumas forças da oposição, com a UNITA à cabeça", considerou hoje o órgão do MPLA, partido do presidente angolano João Lourenço.

"Legitimidade conferida pelos angolanos"

Remetendo para as eleições de 2017 que deram a vitória a João Lourenço, que assim sucedeu a José Eduardo dos Santos no poder em Angola, o MPLA considerou que "quem se arroga, sem qualquer título nem mandato, o direito de questionar a legitimidade conferida pelos angolanos nas urnas revela bem a sua falta de respeito pela Constituição que jurou obedecer".

"Pretender iludir os cidadãos com a narrativa de que o MPLA perdeu legitimidade para governar só pode ter como objetivo  incitar os angolanos à rebelião e à desobediência às instituições legítimas, atos cujas consequências serão única e exclusivamente imputáveis aos promotores da auto proclamada 'Frente Patriótica'", advertiu ainda o MPLA.

O partido acusa ainda o recente movimento político de ignorar os esforços feitos para combater a seca no sul do país, acusando os promotores da Frente Patriótica Unida de ignorar "tudo o que está a ser feito para que se solucione de modo sustentado o problema da seca no sul do País, com a  implementação de projectos estruturantes  em execução ou em vias de arrancar para fazer face à situação".

O líder da UNITA, maior partido da oposição angolana, Adalberto Costa Júnior, integrante da Ampla Frente Patriótica Unida, disse na quinta-feira que o líder desta iniciativa política tripartida será anunciado ainda no final deste mês.

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