Morreu o Presidente do Chade Idriss Déby | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 20.04.2021

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Internacional

Morreu o Presidente do Chade Idriss Déby

O Presidente do Chade, Idriss Déby, que estava no poder há 30 anos, morreu esta terça-feira após ferimentos sofridos enquanto comandava o exército na luta contra rebeldes no norte, anunciou o porta-voz do exército.

A morte do Presidente do Chade, Idriss Déby, foi confirmada pelo Exército. O chefe do estado-maior general do exército Azem Agouna disse, num comunicado lido na televisão pública, que Déby morreu de forma “heroica” durante confrontos com rebeldes.

"O marechal do Chade, Idriss Déby, como sempre fez quando as instituições da República foram seriamente ameaçadas, assumiu a liderança heroica numa operação de combate contra terroristas que vieram da Líbia. Foi ferido no combate e morreu após ter sido trazido de volta para N'djamena. Apresentamos as nossas sinceras condolências ao povo do Chade, à sua família biológica e à sua família política e a todos os que no mundo admiraram este grande estadista".

Fontes do Governo e militares confirmaram que o Presidente havia estado na linha da frente. O combate era contra a Frente para a Mudança e a Concórdia no Chade (FACT). Os rebeldes lançaram estão numa ofensiva no norte do país desde as eleições de 11 de abril.

Após os confrontos, a FACT divulgou que Idriss Déby tinha sido ferido, mas não havia informação oficial até esta terça-feira.

Afrika Tschad Konflikt Armee Soldaten gegen Rebellen in Ziguey

Exército do Chade tem estado envolvido em combates contra grupo de rebeldes no norte

O Marechal

Idriss Déby, antigo comandante-chefe do Exército, chegou ao poder pela primeira vez em 1990, quando as suas forças rebeldes derrubaram o então Presidente Hissene Habré, que foi mais tarde condenado por violações dos direitos humanos num tribunal internacional no Senegal.

Ao longo dos anos, Déby sobreviveu a numerosas rebeliões armadas e à ameaça terrorista no Sahel. Foi um aliado importante do Ocidente na campanha antiterrorista na região até esta última insurreição da FACT.

Há mais de três décadas a liderar o país com um “punho de ferro”, segundo observadores internacionais, o chefe de Estado chadiano foi proclamado vencedor das presidenciais de 11 de abril e reeleito para um sexto mandato, com 79,32% dos votos, segundo resultados provisórios divulgados pela Comissão Nacional Eleitoral Independente.

A reeleição do marechal Déby era prevista, já que os outros seis adversários eram figuras com um peso político relativamente pequeno. No dia da votação, que contou com pedidos de boicote da oposição, Idriss Déby mostrou-se confiante diante de jornalistas:

"Cabe-lhe a si dizer o que se está a passar. Houve um boicote ontem? Houve um boicote hoje? As coisas estão a decorrer de forma calma, serena e pacífica num país em paz e estável, por isso não há nada a temer".

Tschad Mahamat Idriss Déby Itno

Mahamat Idriss Déby Itno, de 37 anos, comandará a junta militar

Junta militar

O general Azem Agouna confirmou esta terça-feira que Mahmat Idriss Déby, filho de Idriss Déby, de 37 anos, vai comandar o Conselho Militar de Transição (CMT), que deverá realizara a transição a novas eleições “livres e democráticas” após 18 meses.

"O CMT garante a independência nacional, integridade territorial, unidade nacional, respeito pelos tratados e acordos internacionais, e assegura a transição por um período de 18 meses", esclareceu Agouna.

A Assembleia Nacional e o Governo foram dissolvidos e uma carta de transição foi promulgada pelo presidente do CMT. Agouna explicou que foi instituído um recolher obrigatório a nível nacional das 18 horas às 5 horas da manhã. "As fronteiras terrestres e aéreas foram encerradas até nova ordem".

A França, antiga potência colonial, saudou Idriss Déby como um "amigo corajoso" e apelou a uma transição estável e pacífica.

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