Moçambique segue critérios de rastreio do coronavírus da OMS, garante ministro | Moçambique | DW | 21.02.2020
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Moçambique

Moçambique segue critérios de rastreio do coronavírus da OMS, garante ministro

Pelo menos 800 pessoas, de um universo de 24 mil, submetidas ao rastreio do coronavírus, estão em quarentena em Moçambique, segundo o ministro da Saúde, Armindo Daniel Tiago, que está de vista à província de Manica.

O ministro da Saúde, que está de visita à província central de Manica, não indicou os locais onde as 800 pessoas estão a cumprir os 14 dias estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como o período máximo para se detetar de forma definitiva se os suspeitos possuem o novo coronavírus ou não.

Armindo Tiago disse também que os serviços de saúde posicionados nas zonas fronteiriças e aeroportos continuam a fazer o rastreio do Covid-19. O ministro assegura que o Ministério da Saúde está a seguir os critérios estabelecidos pela OMS para o rastreio do novo coronavírus, visando evitar a eclosão da doença no país.  

"Os centros de quarentena são feitos para casos que tenham sintomatologia moderada ou grave. Para os indivíduos que apenas tenham estado em zonas de risco, mas em que a avaliação no ponto de entrada verifique que eles não têm sintomatologia, [é recomendada] quarentena ou em casa ou no local onde estejam alojados", explicou Armindo Tiago.

O ministro apelou à observância das medidas de prevenção do Covid-19, de modo a evitar o alastramento do surto.

"Não são os cidadãos que vêm da China [que são os suspeitos], essa perceção deve ser corrigida. São cidadãos que vêm de países onde há casos de coronavírus, qualquer que seja o país de que o indivíduo venha, que tenha reportado casos de coronavírus. Todo esse indivíduo deve ficar em quarentena de duas semanas", esclarece Tiago.

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Para quando a conclusão do hospital em Machaze?

Armindo Tiago visita este sábado (22.02) o distrito de Machaze, onde irá inteirar-se sobre a demora da conclusão do hospital distrital, cujas obras arrancaram em 2014. O prazo inicial para a conclusão era de 18 meses, mas a construção foi paralisada no final de 2015 por falta de fundos.

A obra está orçada em cerca de 3 milhões de euros, o que corresponde a mais de 220 milhões de meticais. Dada a sua importância, o Governo mobilizou fundos e, neste momento, as obras já se encontram na fase de acabamento.

O hospital distrital de Machaze, caso seja concluído, poderá atender as populações oriundas de Chibabava e Muxungué, na província central de Sofala, e Massangena, em Gaza, província no sul, além dos distritos vizinhos, como Mossurize, na província de Manica.

Aumento de casos de pelagra

Ainda em Manica, os casos de pelagra tendem a subir, segundo informou na tarde desta sexta-feira (21.02) o chefe de saúde pública em Manica.

Xavier Isidoro disse que a doença está associada à deficiência nutricional que acabou sendo agravada pela passagem do ciclone Idai. Depois de Sofala, a província de Manica começa a assistir a um aumento do número de casos.

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