Moçambique: RENAMO exige auditoria internacional ao recenseamento eleitoral | Moçambique | DW | 15.07.2019
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Moçambique

Moçambique: RENAMO exige auditoria internacional ao recenseamento eleitoral

RENAMO exige auditoria internacional independente ao recenseamento eleitoral e a demissão do Diretor Geral do STAE por considerar que houve uma manipulação dos números do recenseamento.

O maior partido da oposição em Moçambique, a RENAMO acusou esta segunda-feira (15.06.) a Comissão Nacional de Eleições (CNE) e o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) de terem manipulado o recente recenseamento eleitoral, através de atos conjugados como uma estimativa de registo à partida excludente, a distribuição de brigadas no território nacional, equipamento inoperacional, incapacidade técnica e tecnológica dos brigadistas e problemas logísticos.

Venâncio Mondlane é o mandatário da Resistência Nacional Moçambicana e afirmou que "nós estamos a exigir que haja uma auditoria independente, de nível internacional, para que esse recenseamento seja minimamente legítimo. A questão do recenseamento e da gestão eleitoral tem sido um calcanhar de Aquiles para a estabilização deste país. Desde 1994 temos tido muitos problemas quanto a isso."
Repor a verdade

O mandatário da RENAMO disse que com vista a repor a verdade eleitoral, o maior partido da oposição vai usar todos os meios legais e pôs de lado o recurso a outros meios. Acrescentou que ainda esta semana vai haver uma ação ao nível do diálogo político com o Governo, mas não adiantou pormenores.

Falando a jornalistas, Venâncio Mondlane afirmou que a previsão da população em idade de votar divulgada por um lado, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e por outro pela CNE e o STAE mostram que "devido a manipulação que a Comissão Nacional de Eleições e o STAE criaram temos um milhão quinhentas e vinte e seis mil pessoas impedidas de se recensear e do direito naturalmente de votar. Isto equivale a dizer que das estimativas da população que em 2019 teria idade para votar 40% a nível nacional não foi recenseada."

A RENAMO exige que a CNE indique a fonte que serviu de base para calcular a previsão dos potenciais eleitores. O mandatário do partido disse que do total dos eleitores excluídos do recenseamento um milhão e quinhentos mil estão concentrados nas regiões centro e norte, onde tradicionalmente a oposição tem registado melhores resultados nos pleitos eleitorais.

Ouvir o áudio 02:30

Moçambique: RENAMO exige auditoria internacional ao recenseamento eleitoral

Venâncio Mondlane citou como exemplo que a população global de Nampula, no norte do país, enquanto que o Instituto Nacional de Estatística dá a indicação de que 50.4% são potenciais eleitores, o STAE fixou em 45%, retirando 5% e a Zambézia, no centro, foi prejudicada em quase 15%.

Crianças e estrangeiros inscritos

Quanto à distribuição de brigadas, a Zambézia aumentou apenas 8% enquanto um dos bastiões do partido no poder, a FRELIMO, Gaza, aumentou 34% , apesar de ter quatro vezes menos população. Maputo província aumentou 46%. Os dois círculos com o maior número de mandatos no próximo Parlamento são as províncias que tiveram maior aumento de brigadas, nomeadamente Gaza com nove e Maputo com três, explicou Venâncio Mondlane.

Ele apresentou, igualmente, cópias de documentos de alegadas crianças e estrangeiros que teriam sido inscritos para votarem nas próximas eleições. Desmentiu ainda que o partido não tenha apresentado nenhuma reclamação denunciando irregularidades durante o recenseamento.

"Agora o que está em causa já não é um problema meramente político-partidário, é um problema da credibilidade de um Estado. Um Estado que se preze não pode avançar com um processo eleitoral cujo recenseamento está a todos os títulos altamente manipulado", concluiu.

Assistir ao vídeo 01:26

Beira: Oposição critica atrasos no recenseamento eleitoral

 

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