Moçambique: Regresso às aulas divide opiniões em Quelimane | Moçambique | DW | 01.10.2020

Conheça a nova DW

Dê uma vista de olhos exclusiva à versão beta da nova página da DW. Com a sua opinião pode ajudar-nos a melhorar ainda mais a oferta da DW.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Moçambique

Moçambique: Regresso às aulas divide opiniões em Quelimane

Autoridades da Educação em Quelimane, na província da Zambézia, dizem que está tudo pronto para o regresso das aulas presenciais esta quinta-feira na 12ª classe. Opiniões de encarregados de educação e alunos divergem.

Na quarta-feira (30.09), a província da Zambézia somava aproximadamente 300 casos ativos do novo coronavírus, segundo as autoridades locais.

Este cenário deixa em alerta os encarregados de educação. Para muitos pais com filhos no ensino secundário do segundo ciclo, o ano letivo de 2020 está perdido, embora haja garantias das autoridades de que as escolas estão devidamente preparadas com equipamentos de higiene e limpeza para receber os alunos.

Um encarregado de educação, sob condição de anonimato, diz não ter dúvidas de que as escolas serão foco para o aumento de casos de Covid-19 em Quelimane e na província da Zambézia, por isso nega que seu filho vá à escola a partir desta quinta-feira (01.10).

"Vale a pena adiar [o regresso às aulas] para o próximo ano. Vejo que o ano está no fim, se fosse para o próximo ano seria melhor. O ano está perdido, para continuar este ano com as aulas será difícil", opina.

Por seu turno, o encarregado de educação Guido Linvinguiston defende o regresso às aulas, porque "as formações no próximo ano devem ter futuros candidatos e as faculdades também". Argumenta ainda que "se as 12.ª e 10.ª classe não abrirem, haverá rutura de estudantes".

Distanciamento social acautelado
Mosambik Corona-Pandemie | Wiedereröffnung der Schulen in Quelimane | Rijone Bombino

Rijone Bombino: Onze escolas que vão reabrir "estão devidamente preparadas"

O diretor de Educação da cidade de Quelimane, Rijone Bombino, acrescenta que não há nada que temer. E assegura que as condições necessárias para a prevenção da Covid-19 estão devidamente acauteladas em onze escolas que irão reabrir.

"Dessas escolas, todas, incluído as escolas comunitárias e particulares, estão devidamente preparadas. Temos cerca de 3 mil alunos que vão retomar as aulas presenciais", adianta.

"Há escolas que têm salas pequenas, o rácio varia entre quinze a vinte alunos. Quanto a esta situação, não temos problemas. Mesmo em relação à gestão dos recreios, os passeios, tudo está acautelado, não temos problemas", assegura o diretor.

Alunos com dúvidas
Assistir ao vídeo 04:41

Covid-19: Como os europeus estão a lidar com o regresso às aulas

Apesar das garantias, os estudantes duvidam que tudo corra bem.

"Eles dizem que [o coronavírus] é uma pandemia que se deve prevenir. Dizem também que já têm [na escola] álcool gel, água para lavar as mãos, também dizem que vão distribuir máscaras. Então, se dizem que devemos retomar as aulas, é porque já é necessário, mas por mim deveriam anular este ano, [e regressar às aulas] só no próximo ano", afirma uma estudante.

Mas, há quem prefira regressar às aulas presenciais, que foram interrompidas em abril e substituídas pelas aulas televisivas. Mesmo assim, o receio de contrair Covid-19 na escola fala mais alto.

"Haverá mais riscos, os números de [casos de] Covid-19 vão aumentar. Por mim tinha que ser aulas eletrónicas, ficar em casa. Não vai dar certo", opina Belarmino Julio, aluno da escola secundária de Sangarriveira.

Entretanto, as autoridades de saúde na Zambézia várias vezes já alertaram sobre o perigo de contágio do novo coronavírus em escolas públicas e recomendam a não abertura das cantinas para lanches escolares.

Leia mais