Moçambique: População continua a fugir de ataques no Niassa | NOTÍCIAS | DW | 13.12.2021

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NOTÍCIAS

Moçambique: População continua a fugir de ataques no Niassa

Na província do Niassa, a população continua a fugir aos ataques de insurgentes. Na semana passada, mais de três aldeias foram invadidas. Os transportadores já estão a ser afetados pelos ataques.

Cidadãos da província do Niassa clamam por ajuda para o combate aos frequentes ataques que têm decorrido no distrito de Mecula. Na passada quarta-feira (08.12) insurgentes invadiram as aldeias de Licengue, Temene e outras onde mataram e sequestraram pessoas e queimaram casas.

O terror em Mecula mantém-se e a população continua a procurar refúgio na sede do distrito e em Lugenda. "A situação aqui continua, queimaram em Licengue casas com três mortes e daí passaram para Temene, rebocaram três pessoas, outros estão na sede do distrito e outros na localidade de Lugenda", confirma Titos Rui, residente em Lugenda. "O Governo prometeu apoiar e aqui não há apoio, quem apoia é a população", lamenta.

Bernardo Imene, transportador da via Mecula-Marrupa, queixa-se que os ataques já estão a prejudicar a sua atividade: "O número de passageiros reduziu, porque muitos saíram para Lichinga e Cuamba, então agora não há muito movimento entre Marrupa e Mecula, não há passageiros de Mecula, porque a maioria já saiu de lá", explica.

Polícia diz que grupos armados já chegaram ao Niassa

Este domingo (12.12), o comandante-geral da Polícia, Bernardino Rafael, admitiu que as ações terroristas que começaram em Cabo Delgado expandiram-se para o Niassa. Em entrevista à Televisão de Moçambique, Rafael revelou que uma operação foi realizada na província.

ʺColegas foram feridos e na operação que fizemos conseguimos destruir um pequeno acampamento onde tinham estado indivíduos armados", adiantou. "Foi atingido um dos terroristas que era procurado. A partir desta morte tiramos a conclusão de que se trata de terroristas que atravessaram de Cabo Delgado para Mecula".

As declarações da polícia surgem depois de o governo provincial do Niassa ter alertado, no início do mês, para a possibilidade de os insurgentes usarem o Niassa como "refúgio", na sequência da fuga face à ofensiva das tropas conjuntas em Cabo Delgado.

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