Moçambique: Polícia conclui inquérito a homicídio de observador eleitoral | Moçambique | DW | 30.10.2019
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Moçambique

Moçambique: Polícia conclui inquérito a homicídio de observador eleitoral

O comando-geral da polícia moçambicana anunciou a conclusão do inquérito ao homicídio de Anastácio Matavel, ativista e observador eleitoral. Mas não adianta os resultados.

Anastácio Matavel pertencia à plataforma de observação eleitoral Sala da Paz

Anastácio Matavel pertencia à plataforma de observação eleitoral "Sala da Paz"

"As equipas constituídas para o inquérito já concluíram o seu trabalho, o relatório foi submetido às entidades competentes e está sendo neste momento analisado ao mais alto nível", afirmou Orlando Modumane, porta-voz do comando-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM).

Orlando Modumane acrescentou que, em momento apropriado, será feita a devida comunicação dos resultados do inquérito.

Assistir ao vídeo 01:49

Moçambique: "Sala da Paz" classifica de cruel e intimidador assassinato de Matavel

Condenação internacional

Anastácio Matavel, editor executivo do Fórum de Organizações Não-Governamentais de Gaza (Fonga), foi morto a tiro a 07 de outubro por um grupo de quatro polícias de uma unidade de elite da polícia moçambicana e um civil, quando saía de uma ação de formação de observadores eleitorais, na cidade de Xai-Xai, capital da província de Gaza, sul de Moçambique.

No dia seguinte ao assassinato, a polícia moçambicana anunciou a abertura de um inquérito, prometendo divulgar os resultados no prazo de 15 dias, o que ainda não aconteceu.

Dois dos agentes da polícia envolvidos no crime morreram, quando a viatura em que seguiam capotou, outros dois foram detidos no local, após ficarem feridos no acidente e um civil implicado na morte encontra-se a monte.

A morte de Anastácio Matavel provocou repúdio e condenação em Moçambique e fora do país, por se tratar de um ativista da sociedade civil envolvido na observação eleitoral e que morreu numa província conhecida pela intolerância política contra opositores da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), partido no poder.

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