Moçambique: ONU defende diálogo entre Filipe Nyusi e líder da Junta Militar | NOTÍCIAS | DW | 06.01.2021

Conheça a nova DW

Dê uma vista de olhos exclusiva à versão beta da nova página da DW. Com a sua opinião pode ajudar-nos a melhorar ainda mais a oferta da DW.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

NOTÍCIAS

Moçambique: ONU defende diálogo entre Filipe Nyusi e líder da Junta Militar

Enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas em Moçambique, Mirko Manzoni, afirma que há espaço para diálogo entre o Presidente moçambicano e o líder dissidente da RENAMO, Mariano Nhongo.

Foto de arquivo: Filipe Nyusi em Sofala, em junho de 2020.

Foto de arquivo: Filipe Nyusi em Sofala, em junho de 2020.

"Acreditamos que existe um ambiente propício ao diálogo [entre Mariano Nhongo] e o Presidente Nyusi", refere uma nota distribuída esta quarta-feira (06.01) à comunicação social pelo enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas em Moçambique, Mirko Manzoni.

Em causa está o anúncio feito pelo líder da autoproclamada Junta Militar da RENAMO, um grupo dissidente do principal partido de oposição em Moçambique, em finais de dezembro, dando conta da suspensão das emboscadas e ataques de viaturas nas estradas e aldeias do centro de Moçambique, para permitir o início de negociações de paz com o Governo.

Em outubro, o Presidente moçambicano também tinha anunciado uma trégua na perseguição das Forças de Defesa e Segurança (FDS) à Junta Militar da RENAMO durante sete dias, mas tentativas de aproximação para um diálogo fracassaram, com as duas partes a trocarem acusações.

Para Mirko Manzoni, a abertura das duas partes para um diálogo é um bom sinal, uma "clara demonstração da importância atribuída à paz e do seu desejo de pôr fim ao conflito no centro de Moçambique".

 RENAMO Guerillakämpfer in Gorongosa, Mosambik

Mariano Nhongo, líder da autoproclamada Junta Militar da RENAMO.

ONU tem esperança em "ano pacífico"

"Estes avanços representam um progresso concreto e iremos apoiar todos os esforços no sentido de dialogar com uma delegação nomeada pela Junta Militar da RENAMO. Temos esperança que 2021 seja um ano pacífico para todos os moçambicanos", conclui a nota do enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas em Moçambique.

Apesar dos referidos avanços, nos últimos meses, após o fracasso das primeiras tentativas de negociação, o Presidente moçambicano anunciou operações de grande vulto contra bases da autoproclamada Junta Militar no centro de Moçambique, avançando que as Forças de Defesa e Segurança capturaram três homens próximos do líder do grupo dissidente da RENAMO, entre os quais o seu assistente de campo.

O grupo de Nhongo exige melhores condições de reintegração, a renegociação do acordo de paz de 2019 entre o Governo e a RENAMO e a renúncia do atual presidente do principal partido da oposição, Ossufo Momade, a quem acusam de ter desviado o processo de negociação dos ideais de seu antecessor, Afonso Dhlakama, líder histórico que morreu em maio de 2018.

Assistir ao vídeo 02:52

Moçambique: Desmobilizados da RENAMO vivem com medo

Leia mais