Moçambique o mais vulnerável do mundo às mudanças climáticas | Moçambique | DW | 25.01.2021

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Moçambique

Moçambique o mais vulnerável do mundo às mudanças climáticas

A avaliação é da ONG GermanWatch no seu Índice de Risco Climático Global, publicado hoje (25.01). A classificação surge na sequência dos maiores ciclones que já se abateram sobre o país, o Idai e o Kenneth.

Mosambik Beira Zyklon Sturm Idai

Destruição causada pelo ciclone Idai na Beira, centro de Moçambique

Segundo a ONG, que divulgou esta segunda-feira (25.01) o Índice de Risco Climático Global, publicado anualmente, Moçambique ocupa o primeiro lugar na lista dos países mais vulneráveis às alterações climáticas, depois de ter sido afetado em 2019 (último ano analisado) pelo Idai e Kenneth, que fizeram cerca de 700 mortos. 

O Zimbabué, também afetado pelo ciclone Idai, ocupa o segundo lugar na lista de países com mais mortos e danos em 2019, estando o Maláui, igualmente vítima da tempestade tropical, em quinto lugar. 

O Idai "converteu-se rapidamente no ciclone tropical mais mortífero e com maiores custos do sudoeste do Oceano Índico, causando danos económicos de 1.802 milhões de euros" e provocando mil mortos naqueles três países, apontou a ONG.

Quase meio milhão de pessoas morreram em desastres naturais relacionados com as alterações climáticas nos últimos 20 anos, de acordo com a organização não-governamental (ONG) GermanWatch.

Moçambique, um dos mais afetados

As Bahamas (3.º) e o Japão (4.º) completam os cinco primeiros lugares do Índice de 2021, que elenca os países mais vulneráveis aos desastres naturais provocados pelas alterações climáticas.

Porto Rico, Myanmar (antiga Birmânia) e Haiti foram os três países mais afetados nos últimos 20 anos, seguidos das Filipinas (4.º) e Moçambique (5.º), numa lista que soma 475.000 mortes causadas por mais de 11.000 fenómenos meteorológicos extremos, registados entre 2000 e 2019 pela GermanWatch.

De acordo com o Índice Global de Risco Climático, desde o início do século as catástrofes naturais terão custado 2.102 mil milhões de euros.

Segundo a ONG, são os países mais pobres que pagam o preço mais elevado pelas tempestades, inundações ou vagas de calor provocadas pelo aquecimento global.

"Os países pobres são mais afetados porque são mais vulneráveis aos efeitos devastadores dos perigos e têm menos capacidades para os ultrapassar", apontou Vera Keunzel, uma das autoras do relatório, à agência de notícias France-Presse (AFP).

Mosambik Zyklon Kenneth Verwüstungen

Em Macomia, norte de Moçambique, o ciclone Kenneth desalojou milhares de pessoas

Promessas por cumprir

Países como o Haiti, Filipinas ou o Paquistão são atingidos por catástrofes climáticas com tanta frequência que não têm tempo para recuperar totalmente antes da seguinte, observou ainda.

Os países ricos tinham prometido aumentar a ajuda climática aos países em desenvolvimento para 82 mil milhões de euros por ano a partir de 2020, o que ainda não foi cumprido.

Num relatório divulgado em meados de janeiro, responsáveis do Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA) afirmaram que há um défice significativo no financiamento global de medidas de adaptação.

Assistir ao vídeo 01:12

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