Moçambique: Novo ataque deixa oito mortos no norte do país | Moçambique | DW | 17.11.2019
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Moçambique

Moçambique: Novo ataque deixa oito mortos no norte do país

Ataque aconteceu na localidade de Mengaleuwa, posto administrativo de Chitunda, no norte de Moçambique. Cinco das vítimas mortais eram soldados. Foram ainda incendiadas casas e bancas de venda informal.

Mosambik, Macomia: Mucojo village had houses destroyed by armed groups
(Privat)

Foto de Arquivo

Um grupo armado atacou, na noite deste domingo (17.11), uma aldeia do Norte de Moçambique e matou oito pessoas, cinco das quais eram soldados, disseram à Lusa fontes locais com base num balanço preliminar.

Desta vez os confrontos aconteceram na localidade de Mengaleuwa, posto administrativo de Chitunda, 150 quilómetros a sudoeste dos estaleiros das petrolíferas.

Este posto administrativo faz parte do distrito de Muidumbe e a violência aconteceu perto da estrada pavimentada que liga a capital provincial, Pemba, ao Norte de Cabo Delgado.

Confrontos durante horas

O grupo invadiu a povoação pelas 19:00 de sábado (16.11), registando-se confrontos até às 03:00 deste domingo (17.11).

Segundo testemunhos ouvidos pela Lusa, o grupo aproximou-se da aldeia a entoar cânticos em línguas locais, como se de um cerimonial se tratasse, e depois abriu fogo sobre a posição onde se encontravam militares.

O balanço preliminar indica ainda que foram incendiadas casas, bancas de venda informal e que foram também destruídos três tratores agrícolas e uma máquina niveladora de uma empresa responsável pela construção de pontes sobre o rio Messalo.

Apesar das tentativas, a Lusa não conseguiu obter esclarecimentos adicionais junto das autoridades.

O distrito onde aconteceu este último ataque é o mesmo onde as forças de defesa e segurança de Moçambique realizaram ofensivas de artilharia no início do mês contra esconderijos dos grupos armados que têm protagonizado os ataques em Cabo Delgado.

Desde junho que o grupo 'jihadista' Estado Islâmico tem reivindicado alguns dos ataques, mas autoridades e analistas ouvidos pela Lusa têm considerado pouco credível que haja um envolvimento genuíno do grupo terrorista que vá além de algum contacto com elementos no terreno.

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