Moçambique: FRELIMO quer mais ″seriedade″ nas negociações de paz | Moçambique | DW | 24.03.2018

Conheça a nova DW

Dê uma vista de olhos exclusiva à versão beta da nova página da DW. Com a sua opinião pode ajudar-nos a melhorar ainda mais a oferta da DW.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Moçambique

Moçambique: FRELIMO quer mais "seriedade" nas negociações de paz

O comité central do partido no poder em Moçambique classifica a pacificação do país como "irreversível" e pede "seriedade" ao líder da RENAMO, Afonso Dhlakama, nas negociações com o Presidente Filipe Nyusi.

Presidente Filipe Nyusi (dir.) e Afonso Dhlakama num encontro em Gorongosa em 2017

Presidente Filipe Nyusi (dir.) e Afonso Dhlakama num encontro em Gorongosa em 2017

"Queremos muita seriedade por parte do líder da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) e por parte de todos aqueles que são atores da sociedade moçambicana, porque a questão da paz é irreversível", declarou o porta-voz da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), Caifadine Manasse, este sábado (24.03).

Segundo Manasse, o tema das negociações de paz entre Nyusi e Dhlakama tem estado no centro dos debates de uma reunião do comité central que acontece desde sexta-feira e até este domingo em Matola, nos arredores de Maputo.

A posição oficial, de acordo com o porta-voz, é a de que a FRELIMO encoraja o chefe de Estado a prosseguir com as conversações com o líder do maior partido da oposição.

Mosambik Maputo Parlament / Plenary session in Mozambik's Parliament

Parlamento moçambicano

Negociações

As bancadas da Assembleia da República e as comissões de trabalho do Parlamento moçambicano estão a analisar uma proposta de revisão pontual da Constituição da República, que prevê o aprofundamento da descentralização do país, como parte das negociações de paz entre Governo e Renamo.

O documento, apresentado por Filipe Nyusi, prevê que os governadores provinciais (em 2019) e administradores distritais (em 2024) deixem de ser nomeados pelo poder central para passarem a ser eleitos pelo partido mais votado nas respetivas assembleias.

Está também previsto que os presidentes dos concelhos municipais passem a ser eleitos desta forma, a partir das listas para as assembleias municipais, já a partir de outubro, em vez de haver uma votação autónoma para candidatos à presidência.

De olho no futuro

O próximo ciclo eleitoral tem estado também em discussão pelo comité central, com o órgão a defender um reposicionamento do partido. "A FRELIMO tem de trabalhar e traçar estratégias olhando à atual conjuntura", declarou Caifadine Manasse, acrescentado que a intenção é garantir bons resultados já nas eleições autárquicas de outubro.

"Na conjuntura económica no nosso país há muita coisa que tem de ser ajustada para mantermos a estabilidade", referiu, numa alusão à crise que assola o país. No âmbito da análise do relatório sobre a atuação do Governo, a habitação e os transportes mereceram atenção especial, com o partido a pedir estratégias para superar os problemas que o país atravessa.

Leia mais