Moçambique: Consórcio de gás natural anuncia um dos maiores investimentos de sempre | Moçambique | DW | 18.06.2019
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Moçambique

Moçambique: Consórcio de gás natural anuncia um dos maiores investimentos de sempre

Anunciado um histórico investimento de 22 mil milhões de euros para o projeto de desenvolvimento de gás na província moçambicana de Cabo Delgado.

Schiffsplattform Saipem (ENI East)

Foto ilustrativa: Bacia do Rovuma

O consórcio liderado pela petrolífera norte-americana Anadarko acaba de anunciar o maior investimento de sempre em Moçambique para a exploração de gás Natural Liquefeito. Justiça social, prosperidade da economia nacional e muita paciência é o que os moçambicanos devem esperar do anúncio histórico do investimento no gás na Bacia do Rovuma.

Personalidades moçambicanas e ligadas a economia e desenvolvimento acreditam que Moçambique vai "engordar" os seus cofres. Mas o Presidente da República, Filipe Nyusi, alerta para que a partir de agora o país saiba gerir as muitas expetativas que se criam em volta da exploração de Gas Natural Liquefeito. Mais ainda, segundo o Presidente Nyusi, Moçambique encontra-se nesta terça-feira com o presente e o futuro para projetar um dos caminhos que deverá alavancar Moçambique na região Austral e no mundo.

Mosambik Präsident Filipe Jacinto Nyusi (Imago/Christian Thiel)

Presidente Filipe Nyusi

"Ao mesmo tempo que erguerá o nosso legado perante as gerações presentes e futuras. O impacto transformador deste projeto é tangível e cria enormes expetativas para o futuro. Este projeto logrou gerar 4 500 postos de trabalho para moçambicanos e metade destes postos empregam membros adjacentes ao empreendimento", destacou Filipe Nyusi.

Não olhar só para o setor do gás

Também o primeiro-ministro Carlos Agostinho do Rosário, chamou a atenção para não só se olhar para o setor do gás como a alavanca da economia do país.

"Queremos uma economia mais diversificada e por isso pensamos que esse sinal dos investidores no gás vai atrair outros investimentos diversificados. E o nosso país vai ter um futuro muito grande. Pensamos que nos próximos anos o nível de crescimento da economia será substancial e a área de agricultura deverá também crescer".

Com este investimento de 22 mil milhões de euros, Moçambique poderá ter muitos dos seus problemas económicos resolvidos, como afirmou o representante do Fundo Monetário Internacional (FMI), Ari Aisen.

"Hoje é um dia em que a empresa [Anadarko] e os seus associados dão voto de confiança na atratividade de Moçambique explorar os seus recursos e é o primeiro passo para que os recursos eventualmente cheguem ao país para aumentar os cofres públicos e fazer mudanças que o país necessita e bem geridos para alcançar os seus objetivos de desenvolvimento que o país tem e que temos que apoiar"

Investimento com grande impacto

Ouvir o áudio 03:23

Consórcio de gás natural anuncia um dos maiores investimentos de sempre em Moçambique

Por seu turno, o economista e antigo secretário executivo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), Tomás Salomão, não tem dúvida de que o investimento terá grande impacto na economia do país mas os moçambicanos terão de ter paciência.

"O impato surgirá a médio e longo prazo mas mesmo essas coisas que sem impacto de longo prazo tem o momento para começar. Parece que este momento é importante. É preciso que daqui para o futuro os atores saibam levar para o terreno aquilo que deve ser feito para contribuir para um país de maior equidade e maior justiça social e menos desigualdade".

A CTA, Confederação das Associações Económicas, vê este financiamento com bom olhos mas o presidente da agremiação, Agostinho Vuma apresentou uma queixa.

"Enquanto não houver uma lei sobre o conteúdo local destas plataformas, o próprio evento de anúncio da Decisão Final de Investimento serve para troca de impressões e interação entre empresas do setor".

O projeto Gas Natural Liquefeito também conhecido por Golfinho Atum cujo investimento é de 25 mil milhões de dólares (cerca de 22 mil milhões de euros) não pressupõe nenhuma garantia por parte do Estado Moçambicano.

 

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