Moçambique: Cimeira extraordinária da SADC adiada por causa da Covid-19 | Moçambique | DW | 13.01.2021

Conheça a nova DW

Dê uma vista de olhos exclusiva à versão beta da nova página da DW. Com a sua opinião pode ajudar-nos a melhorar ainda mais a oferta da DW.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Moçambique

Moçambique: Cimeira extraordinária da SADC adiada por causa da Covid-19

A cimeira extraordinária da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral foi suspensa por causa da situação da Covid-19 em Moçambique. Reunião visava debater o terrorismo em Cabo Delgado e estava marcada para dia 17.

Chefe de Estado sul-africano, Cyril Ramaphosa (à esquerda), e Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi (à direita)

Chefe de Estado sul-africano, Cyril Ramaphosa (à esquerda), e Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi (à direita)

A cimeira extraordinária visava debater a situação da violência armada em Cabo Delgado, norte de Moçambique. Segundo informação avançada por fonte não identificada à agência de notícias Lusa, o adiamento (sem nova data) deve-se ao número crescente de infeções causadas pela Covid-19 no país.  

A decisão de realizar uma cimeira extraordinária tinha sido anunciada em 14 de dezembro, após uma reunião de consultas de alto nível da SADC realizada em Maputo, um encontro que, além do chefe de Estado moçambicano, contou com a presença dos presidentes Cyril Ramaphosa, da África do Sul, Mokgweetsi Masisi, do Botsuana, e Emmerson Mnangagwa, do Zimbabué, bem como com a vice-Presidente da Tanzânia, Samia Suluhu. 

"A reunião de consultas de alto nível acordou que a cimeira vai abordar a questão da segurança em Moçambique", frisou na altura a chefe da diplomacia moçambicana, Verónica Macamo, momentos após o fim do encontro na Presidência da Republica, em Maputo, sem avançar mais detalhes sobre a cimeira.

Mosambik Pemba | Geflüchtete Menschen | Paquitequete Strand

A violência armada em Cabo Delgado está a provocar uma crise humanitária com mais de duas mil mortes e 560 mil deslocados

Moçambique assumiu em agosto a presidência em exercício da SADC na cimeira anual da organização, que decorreu em formato virtual por causa da pandemia.

A violência armada em Cabo Delgado, onde se desenvolve o maior investimento multinacional privado de África, para a exploração de gás natural, começou há três anos e está a provocar uma crise humanitária com mais de duas mil mortes e 560 mil deslocados, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba. 

Algumas das incursões passaram a ser reivindicadas pelo grupo 'jihadista' Estado Islâmico desde 2019. 

Aumento de casos de Covid-19

O desrespeito pelas medidas de prevenção contra a Covid-19 fez disparar o número de novos diagnósticos em algumas regiões de Moçambique.

Moçambique registou até esta quarta-feira 22.996 casos positivos, dos quais 22.680 são de transmissão local e 316 importados. A capital do país concentra o maior número de pessoas ainda infetadas, com 2.974, do total de 4.621 casos ativos.

Em África contabilizaram-se até esta quarta-feira pelo menos 74.542 óbitos relacionados com a patologia entre 3.109.781 casos reportados.

A Covid-19 já matou pelo menos 1.963.557 pessoas no mundo desde o início da pandemia, em dezembro de 2019, segundo o mais recente levantamento da agência de notícias France-Presse.

Leia mais