Moçambique: Ciclone Idai isola cidade da Beira | Moçambique | DW | 16.03.2019
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Moçambique

Moçambique: Ciclone Idai isola cidade da Beira

O rasto de destruição agrava-se com inundações. Seis pessoas estão desaparecidas depois de terem sido arrastadas pelo rio Haluma, que transbordou e levou ao corte da Estrada Nacional 6. Aeroporto está inoperacional.

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Passagem do ciclone Idai em Chikwawa e Nsanje, no Malawi, junto à fronteira com Moçambique.

As Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) devem retomar no domingo as ligações à cidade da Beira, depois de o ciclone Idai ter provocado pesados estragos na região, que atingiram também o aeroporto, segundo fonte oficial citada pela agência Lusa.

Até lá, a cidade está isolada, devido também ao corte da Estrada Nacional 6, a principal estrada do centro de Moçambique, depois de o rio Haluma ter transbordado, deixando um troço submerso. Seis pessoas estão desaparecidas depois de a viatura de caixa aberta em que seguiam ter sido arrastada no distrito de Nhamatanda.

A cidade da Beira, uma das zonas mais destruídas na madrugada de sexta-feira pelo ciclone Idai (sobretudo nos bairros precários), permanece ainda sem ligações fiáveis de energia e comunicações.

A falta de energia elétrica e os danos nos sistemas de comunicações e meteorologia impediram a LAM de retomar os voos desde sexta-feira, tal como estava previsto, referiu a mesma fonte da companhia. As previsões baseadas nos trabalhos em curso pelas autoridades aeroportuárias apontam para uma possível retoma dos voos no domingo.

Rasto de destruição

Várias povoações das províncias de Sofala e Manica estão inundadas devido ao aumento do caudal de rios e há milhares de pessoas desalojadas.

Dezanove pessoas morreram por afogamento, eletrocutadas ou em casas que desabaram na província de Sofala, devido ao ciclone Idai, segundo um balanço provisório feito pelas autoridades moçambicanas na sexta-feira, mas o número poderá aumentar com base em relatos de outras fontes. O facto de continuar a haver falhas de energia e comunicações na região está a dificultar o levantamento da situação, segundo um porta-voz do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC).

Há estruturas danificadas por toda a parte, sobretudo nos bairros mais pobres, com habitações precárias destruídas, estradas intransitáveis e rios a transbordar.

Esta é a segunda grande intempérie da época ciclónica que ameaça Moçambique no princípio de cada ano: pelo menos 15 pessoas já tinham morrido entre 6 e 13 de março.

As Nações Unidas estimam que haja 600 mil pessoas afetadas no centro e norte de Moçambique. No Twitter, o porta-voz do Programa Mundial de Alimentação da ONU (PMA), Herve Verhoosel, adianta que "após o ciclone Idai, as equipas do PMA estão a avaliar a situação e as necessidades. A rede de telecomunicações está em baixo, muitas estradas estão fechadas (incluindo de Maputo para a Beira). Equipa adicional do PMA foi destacada".

Além da destruição de infraestruturas públicas (unidades de saúde e escolas), muitas perderam as casas, os alimentos e os campos de onde podiam obter algum sustento, aguardando agora por ajuda humanitária.

O INGC e diversos parceiros internacionais estão na região a aguardar por melhores condições meteorológicas e de circulação para poder começar a entregar comida, montar abrigos e fazer reparações. Além de caravanas automóveis, há helicópteros prontos para distribuir ajuda.

Os maiores problemas para a assistência humanitária incluem agora o restabelecimento de linhas de comunicação na área inundada da região de Sofala, bem como o acesso de equipas humanitárias às áreas de desastre.

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