Moçambique: Agostinho Vuma exige justiça após baleamento há três meses | Moçambique | DW | 30.09.2020
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Moçambique

Moçambique: Agostinho Vuma exige justiça após baleamento há três meses

Depois de ser baleado em julho, o presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) ainda está à espera que o crime seja esclarecido. Agostinho Vuma promete continuar a ser um "soldado destemido".

Agostinho Vuma foi baleado em 11 de julho deste ano (foto de arquivo)

Agostinho Vuma foi baleado em 11 de julho deste ano (foto de arquivo)

Na sua primeira aparição pública, depois do baleamento em 11 de julho passado, o empresário e presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA) exige à Justiça que o crime que sofreu seja esclarecido.

Quase três meses depois do ataque em Maputo que deixou o empresário em coma, Agostinho Vuma pede às autoridades que estejam mais alerta em relação a este tipo de casos.

"São atos que devem merecer uma outra atenção pelas autoridades. Mais do que uma guerra declarada tradicional, está a tratar-se de uma guerra contra empresários, contra o crescimento desse país e contra o emprego", sublinha.

Assistir ao vídeo 01:49

Moçambique: "Sala da Paz" classifica de cruel e intimidador assassinato de Matavel

Agostinho Vuma repudia o uso da violência, acrescentando que nada justifica o recurso às armas para calar a voz seja de quem for. "É minha firme esperança que a justiça seja feita e que esse crime seja rapidamente esclarecido. Quase três meses [depois], ainda não temos informação sobre os autores deste crime", lamentou.

Para isso, "a nossa sociedade poderá contar com o meu pessoal e fervoroso apoio e também dos nossos colegas da confederação que lutam pelo bem-estar da nossa sociedade", acrescentou o líder da CTA.

Indignado com a Justiça

Falando numa conferência de imprensa, esta quarta-feira (30.09), em Maputo, o empresário mostrou-se indignado por ainda não ter sido notificado pela Justiça para ajudar a esclarecer este caso.

"Sobre as testemunhas, não posso precisar, porque saí dali [do local do baleamento] inconsciente até à altura em que fui induzido em coma", esclareceu o empresário.

Visivelmente recuperado, Agostinho Vuma promete continuar destemido: "Continuarei a ser um soldado aguerrido contra todos os males que grassam na nossa sociedade, juntamente com cada um de vós, venceremos cada uma dessas batalhas que se colocam no dia a dia e que atentam contra a nossa determinação e entrega na construção de um Moçambique melhor."

Pouco depois do crime, o porta-voz da polícia na cidade de Maputo, Lionel Muchina, prometeu esclarecer o caso, já lá vão quase três meses. No entanto, até agora, não se sabe em que ponto está essa investigação.

Leia mais