Moçambicanos querem prevenir conflitos em zonas de exploração | Moçambique | DW | 19.05.2021

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Moçambique

Moçambicanos querem prevenir conflitos em zonas de exploração

Em Maputo, a sociedade civil lançou um programa para a prevenção de conflitos em zonas de exploração. Organizações não governamentais pretendem contribuir para a gestão mais inclusiva dos recursos naturais.

Protesto de residentes de Moatize na zona de exploração da Vale Moçambique (2018)

Protesto de residentes de Moatize na zona de exploração da Vale Moçambique (2018)

A sociedade civil moçambicana defende transparência, políticas inclusivas e a redução da vulnerabilidade das comunidades para prevenir conflitos em zonas de exploração de minérios e outros recursos naturais.

Por isso foi lançado, esta quarta-feira (19.05), o projeto "Por uma Sociedade Inclusiva e Pacífica em Moçambique", com o qual as organizações sociais pretendem contribuir para a resposta a crises e construção da paz através da governação e gestão inclusiva dos recursos.

O diretor-executivo do Instituto para Democracia Multipartidária (IMD), Hermenegildo Mundlhovo, reconhece que um dos fatores de vulnerabilidade das comunidades é a indústria extrativa. "Por exemplo, temos um conjunto de expetativas dos jovens em relação ao benefício desses setores que não são vistos e isso facilita também o nível de propagação de conflitos".

Assistir ao vídeo 05:11

O boom do carvão em Moçambique

"E é aí onde os insurgentes têm tido as suas facilidades no sentido de recrutar jovens, frustrados justamente pelo facto de não estarem a sentir que estão devidamente incluídos do processo de exploração dos recursos naturais", explica o diretor do IDM.

Desenvolvimento vs. conflitos

O representante da União Europeia, Piergogio Calistri, refere que a descoberta de recursos naturais ainda não levou o país ao desenvolvimento que era esperado, não só em Cabo Delgado, mas noutras regiões de Moçambique.

"Por isso, a União Europeia, junto com os Governos, incluindo o de Moçambique, apoia várias convenções internacionais como, por exemplo, a Iniciativa de Transparência na Indústria Extrativa".

No entanto, segundo Calistri, "sem uma colaboração local forte entre as comunidades, as instituições e o setor privado", não é possível "impedir o nascer de litígios que facilmente se transformam em conflitos mais alargados".

In Maputo

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Governo diz focar na sustentabilidade

Entretanto, o Governo de Moçambique, diz a diretora nacional do Ambiente, Guilhermina Amorane, tem estado a desenvolver políticas e estratégias em prol da conservação e uso sustentável dos recursos naturais e tomando medidas para garantir o desenvolvimento sustentável.

Mas, apesar desse esforço desenvolvido para impulsionar o desenvolvimento sustentável dos recursos naturais, têm-se verificado conflitos ligados à exploração. "Este facto é reconhecido pelo Governo, o que levou à definição do seu plano quinquenal 2020 e 2024 numa das suas prioridades de governação ao fortalecer a gestão sustentável dos recursos naturais e do ambiente", garante Amorane.

O Projeto "Por uma sociedade Inclusiva e Pacífica em Moçambique" vai durar três anos, começando já este ano, e é lançado por um consórcio de parceiros como o IMD, Instituto de Estudos Sociais e Económicos (IESE) e Finn Church Aid.

Assistir ao vídeo 03:03

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