Ministros da UE reúnem-se para debater crise em Cabo Delgado | Moçambique | DW | 17.04.2021

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Moçambique

Ministros da UE reúnem-se para debater crise em Cabo Delgado

Ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) reúnem-se segunda-feira (19.04) para discutir a situação em Cabo Delgado, Moçambique. Conflitos na Ucrânia, Myanmar e Etiópia também estão na agenda.

BG I Alltag und Militarismus in Cabo Delgadoc

Crianças em Cabo Delgado, Moçambique.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) reúnem-se nesta segunda-feira (19.04) para discutir a situação na província de Cabo Delgado, em Moçambique. No encontro, os ministros deverão ainda trocar impressões com o chefe da diplomacia ucraniana sobre as tensões com a Rússia. Os protestos em Myanmar e conflito na Etiópia também estão na agenda.

A reunião, que terá lugar por videoconferência e será presidida, a partir de Bruxelas, pelo Alto Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Josep Borrell, abordará, num primeiro momento, os temas de assuntos correntes, onde consta a situação em Cabo Delgado. 

Após o ataque recente na vila de Palma, que provocou dezenas de mortos e obrigou à fuga de milhares de residentes, agravando uma crise humanitária em que já morreram mais de 2.500 pessoas e 700 mil estão deslocadas, os chefes da diplomacia europeia irão procurar "contribuir para encontrar uma solução à crise que se vive em Cabo Delgado", segundo fontes europeias.

Mosambik Flüchtlinge aus Palma in Pemba

Ataque recente à vila de Palma, Cabo Delgado, provocou dezenas de mortos e obrigou à fuga de milhares de residentes.

"Crise com origem complexa"

"É uma crise com uma origem muito complexa, por isso estamos a considerar diversas opções para ajudar a resolvê-la, incluindo através de uma potencial missão não executiva, ou seja, uma missão sem meios militares, no âmbito da Política Comum de Segurança e de Defesa" da UE, referem as mesmas fontes.

Os chefes da diplomacia da UE irão também abordar a atual situação no Myanmar (antiga Birmânia), onde, após um golpe de Estado em 01 de fevereiro, têm ocorrido várias manifestações contra a Junta Militar que se apoderou do poder, a que o exército respondeu com uma violenta repressão que já fez 720 mortos e três mil detidos.

Além dos assuntos correntes, dois temas constam na agenda dos ministros dos Negócios Estrangeiros: as atuais tensões na fronteira entre a Ucrânia e a Rússia, e um ponto de situação sobre a Etiópia. 

No que se refere às tensões entre Kiev e Moscovo, os chefes da diplomacia da UE irão trocar impressões, durante cerca de uma hora, com o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba, numa altura em que a Rússia está a aumentar o seu contingente militar na fronteira ucraniana e na península da Crimeia.

Äthiopien Soldaten in Mekelle

Conflito em Tigray, Etiópia, já deixou mais de 950 mil deslocados.

Etiópia

Já relativamente à Etiópia, o ministro dos Negócios Estrangeiros finlandês, Pekka Haavisto, irá apresentar um relatório aos seus homólogos sobre a situação no país, após ter recentemente regressado de uma deslocação ao Corno de África enquanto enviado especial do Alto Representante da UE. 

Fontes europeias dizem que o objetivo dos ministros será o de negociar um "cessar-fogo monitorizado" na região etíope de Tigray, palco de um conflito desde novembro de 2020 que, segundo as autoridades locais, já fez mais de 950 mil deslocados, e de onde surgem relatos de violações dos direitos humanos e crimes de guerra.  

Haverá ainda tempo para os ministros serem informados acerca dos preparativos para a cimeira UE-Índia, organizada pela presidência portuguesa do Conselho da UE, e que irá juntar, a 08 de maio no Porto, o Presidente indiano, Narendra Modi, e os 27 chefes de Estado e de Governo da UE. 

Assistir ao vídeo 02:13

Tigray: Centenas de mulheres violadas por militares