Ministro acusa RENAMO de dificultar envio de alimentos para Zambézia | Moçambique | DW | 12.05.2016
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Moçambique

Ministro acusa RENAMO de dificultar envio de alimentos para Zambézia

Milhares de pessoas estão a passar fome após vários meses sem chuva na província central moçambicana. Ministro da Agricultura aponta o dedo a RENAMO, mas populares dizem que é o Governo que não apoia como deve.

Pelo menos 2.400 pessoas estão a passar fome na província da Zambézia, segundo o Instituto moçambicano de Gestão de Calamidades. Os alimentos têm de ser importados de outras províncias, e, tanto nas zonas rurais como na cidade de Quelimane, os habitantes queixam-se que produtos como a farinha, o açúcar e vegetais estão bastante mais caros. Um quilo de tomate, por exemplo, está a ser vendido a 150 meticais, o equivalente a dois euros e meio - o preço triplicou nos últimos seis meses.

O ministro da Agricultura e Segurança Alimentar, José Pacheco, responsabiliza o maior partido da oposição, a Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), pela falta de alimentos na Zambézia. A instabilidade político-militar no país dificulta o abastecimento de produtos, diz.

Mosambik Zambézia Kinder vor Zelt

Família afetada pela falta de alimentos

"Juntamo-nos às vozes que condenam a violência praticada pela RENAMO. Apelamos para o desarmamento e alinhamento com a Constituição da República de Moçambique para que os nossos camponeses possam tornar o nosso país numa fonte segura para o abastecimento de alimentos com a qualidade e quantidade que todos pretendemos", afirmou Pacheco durante uma visita à província na semana passada.

Populares culpam Executivo

Mas a população considera que o Governo é o principal culpado. A falta de chuva desde janeiro levou à destruição de diversas culturas para o sustento das famílias, sobretudo arroz e milho, entre outros hortícolas.

"Em Quelimane há muita fome", contou uma cidadã à DW África. "A população está a sofrer muito. Não acreditamos que tudo isso esteja associado aos confrontos armados entre a RENAMO e a FRELIMO", disse outra habitante. Os populares pedem mais apoio do Governo e maior fiscalização dos preços dos produtos.

Ouvir o áudio 02:12
Ao vivo agora
02:12 min

Ministro acusa RENAMO de dificultar envio de alimentos para Zambézia

Leia mais

Áudios e vídeos relacionados