MDM analisa em congresso programa e prioridades de governação | Moçambique | DW | 07.12.2012
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Moçambique

MDM analisa em congresso programa e prioridades de governação

O Congresso do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceira força política do país, decidiu esta sexta-feira (7.12) que o partido vai participar nas eleições autárquicas de 2013 em todos os municípios.

Supporter of the Movimento Democrático de Moçambique (MDM), with a flag as a sign of support for the party during the 2009 campaign. Foto: Ismael Miquidade, 23-07-2009, Maputo, Mozambique / Mosambik

MDM Fahne

MDM, criado há três anos, está reunido no seu primeiro Congresso na segunda cidade do país, Beira, um dos dois municípios dirigidos pelo Partido. Constituem pontos de agenda do encontro a preparação das eleições autárquicas e gerais dos próximos dois anos, a aprovação das principais linhas de governação e a revisão dos Estatutos e Programa do Partido.

O encontro que termina no sábado (8.12) vai também eleger os novos órgãos do partido, prevendo-se que o actual Presidente, Daviz Simango, seja reconduzido no cargo.
O Congresso, que reúne cerca de 800 delegados de todas as províncias, decidiu que o MDM vai participar nas eleições autárquicas do próximo ano em todos os municípios.

MDM quer discutir o futuro do país em pé de igualdade com qualquer outro partido

Sande Carmona, é porta-voz do encontro e deixa claro que o "MDM vai participar com a sua máxima força em todos os municípoios moçambicanos e vai estar a discutir em pé de igualdade com qualquer outra formação política. Precisamos e queremos estar presentes em mais de 50% dos municípios que este país tem".

Entretanto, o comentarista Gustavo Mavie dá nota positiva a realização do Congresso, uma prática pouco comum nos partidos da oposição em Moçambique. Considera, no entanto, que o Congresso não produziu ideias que pudessem mexer com as pessoas. "Em termos organizativos e como acontecimento político, penso que é algo de muito positivo, porque um partido da oposição que realize um congresso com as estruturas de um congresso de facto é de louvar...Mas em termos de impacto político, algo que leve as pessoas a refletirem e a ver nesse partido uma alternativa política para uma possível governação do país, penso que ainda há muito por fazer".

Daviz Simango apela ao diálogo no seio do MDM

Daviz Simango apela ao diálogo no seio do MDM

Discursando na abertura do Congresso, o Presidente cessante do Partido Daviz Simango, que concorre à sua sucessão no partido, teceu duras criticas ao governo da Frelimo, e apresentou o Movimento Democrático de Moçambique como a alternativa de governação. "Temos que trabalhar para conseguirmos o poder, para garantirmos a equidade e a justiça na distribuição da riqueza moçambicana", disse Simango para acrescentar em seguida que "deve existir um equilíbrio e a transparência nas despesas públicas, a promoção e criação de postos de trabalho, a coesão dos moçambicanos, a redução das assimetrias tendo como bandeira um verdadeiro Estado de direito democrático num Moçambique para todos".

Daviz Simango apela ao diálogo no seio do MDM

Daviz Simango apelou ao diálogo político e aberto durante o Congresso afirmando que todos os membros do partido têm os mesmos direitos.

Presidente cessante do MDM,Daviz Simango, concorre à sua sucessão no partido

Presidente cessante do MDM,Daviz Simango, concorre à sua sucessão no partido

O Movimento Democrático de Moçambique tem sido conotado como sendo um partido assente numa base familiar, alegação sempre negada pela sua direção.

O comentarista Gustavo Mavie considera que um dos desafios do partido é inverter este cenário. "Costumo dizer que o MDM terá que desenvolver muitos esforços para quebrar isso ou pelo menos provar que essa familiaridade está a dar resultados bons para o país".

O Movimento Democrático de Moçambique dirige neste momento dois municípios, nomeadamente Beira e Quelimane, tornando-se na primeira força politica da oposição a conseguir tal feito.

A expectativa, neste momento, é saber se a estratégia eleitoral que sairá do actual Congresso vai levar de novo o partido a vencer as eleições autárquicas em alguns municípios assim como a manter-se no parlamento nas próximas eleições.

Ouvir o áudio 03:10

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