Maputo: Polícia diz que ″aproveitadores″ tentaram raptar Matias Guente | Moçambique | DW | 02.01.2020
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Moçambique

Maputo: Polícia diz que "aproveitadores" tentaram raptar Matias Guente

Comandante geral da polícia moçambicana disse que a tentativa de rapto do editor executivo do semanário Canal de Moçambique, Matias Guente, em Maputo, foi protagonizada por "aproveitadores que querem criar agitação".

Matias Guente foi ouvido em tribunal em 2018 por causa de caricaturas publicadas pelo seu jornal envolvendo ex-administradora do Banco de Moçambique

Matias Guente foi ouvido em tribunal em 2018 por causa de caricaturas publicadas pelo seu jornal envolvendo ex-administradora do Banco de Moçambique

"[Os autores] são aproveitadores que querem criar agitação e confundir as pessoas", disse Bernardino Rafael, citado hoje pela publicação digital Canal Moz, pertencente ao jornal Canal de Moçambique.

O comandante geral da polícia, que falava durante uma visita à clínica onde o jornalista moçambicano esteve internado, afirmou ainda que a corporação está a trabalhar para o esclarecimento do caso.

A tentativa de rapto ocorreu pelas 13:00 locais de terça-feira (31.01) no bairro do Alto Maé, atrás do Estado Maior General, quase no centro da capital moçambicana, disse à Lusa fonte do jornal.

O grupo, que se fazia transportar numa viatura de marca Toyota Corola, estava armado e trazia também tacos de beisebol e de golfe, e terá seguido Matias Guente por algum tempo, tendo posteriormente tentado obrigar o jornalista a entrar no seu veículo.

Matias Guente resistiu, foi agredido e fugiu para uma oficina na zona, tendo as pessoas que estavam a passar notado e começado a gritar por ajuda, levando o grupo a fugir.

Segundo o Canal Moz, além de Bernardino Rafael, um grupo de agentes do Serviço de Investigação Criminal (Sernic) esteve na clínica onde Matias Guente foi assistido para colher o seu depoimento.  

"Várias personalidades, desde jornalistas, membros da sociedade civil, académicos, empresários e políticos deslocaram-se à clínica para prestar solidariedade. Regra geral, todos sublinharam a convicção de se tratar de mais uma ação dos habituais esquadrões, um crime com motivações políticas, devido aos posicionamentos do jornal e do próprio jornalista", conclui a publicação do jornal.

Matias Guente sofreu ferimentos nos braços, mas está fora de perigo, tendo já deixado a clínica onde esteve internado.

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