Mandatário da RENAMO em Sofala sai do partido e ingressa na FRELIMO | Moçambique | DW | 27.04.2020

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Moçambique

Mandatário da RENAMO em Sofala sai do partido e ingressa na FRELIMO

O mandatário da RENAMO em Sofala anunciou que vai abandonar o partido, juntamente com outros 52 elementos, para se juntar à FRELIMO, alegando "falta de democracia" na principal força da oposição.

(Fotografia de arquivo de apoiante da RENAMO, 2014)

(Fotografia de arquivo de apoiante da RENAMO, 2014)

"O assunto piora quando entra o atual presidente, Ossufo Momade, que instaurou um clima de ditadura no seio do partido e fui ver que não havia esperança", disse Ernesto Angelino, mandatário de candidatura da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) na província de Sofala, centro de Moçambique.

Aquele responsável falava à margem de uma apresentação dos novos quadros da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), partido no poder, em Gorongosa, juntamente com outros 52 antigos membros.

"Falta de democracia interna"

O grupo de 53 membros da RENAMO que se junta agora à FRELIMO é integrado também por Isaque Zeca, delegado político distrital da RENAMO na Gorongosa, um dos bastiões do principal partido de oposição.

"A falta de vontade política e democracia interna podem levar o partido ao fundo do poço. Já fui delegado distrital, secretário particular do líder, entre outros casos, mas nada muda e, por isso, decidimos abandonar as fileiras e filiarmo-nos a um outro partido", disse Isaque Zeca.

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Abraço da paz em Maputo

A agência de notícias Lusa tentou, sem sucesso, contactar o porta-voz da RENAMO em Maputo, enquanto o atual delegado provincial do partido em Sofala, Ricardo Gerente, remeteu um comentário para os próximos dias. 

A posição destes 53 elementos é o mais recente episódio de divisões internas sob o comando de Ossufo Momade, que assumiu a liderança em 2018 depois da morte do histórico líder, Afonso Dhlakama.

A voz mais dissonante tem sido a de Mariano Nhongo, antigo dirigente da guerrilha, que tem ao seu lado homens armados que ainda deambulam pelo meio rural no centro do país e que contestam o acordo de paz e desarmamento celebrado em agosto passado por Momade com o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi.

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