Mali: Presidente deposto hospitalizado com princípio de AVC | NOTÍCIAS | DW | 02.09.2020

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NOTÍCIAS

Mali: Presidente deposto hospitalizado com princípio de AVC

O Presidente deposto do Mali Ibrahim Boubacar Keïta, na sequência de um golpe militar, foi hospitalizado na terça-feira à noite depois de um princípio de acidente vascular cerebral (AVC).

Mali Ibrahim Boubacar Keita

Ibrahim Boubacar Keita, Presidente deposto do Mali

De acordo com um médico da clínica de Bamako onde o chefe de Estado deposto deu entrada, "após extensos testes, concluímos que sofreu um ataque isquémico transitório, é um alerta, mas ele está a recuperar bem de momento".

Um ataque isquémico transitório normalmente dura apenas alguns minutos e manifesta-se como um AVC (perda de força de um lado, perda de visão, deficiência da linguagem), sendo considerado um sinal de aviso do risco de um enfarte subsequente.

Ibrahim Boubacar Keïta foi deposto por um grupo de oficiais em 18 de agosto, após sete anos à frente deste país em guerra com grupos 'jihadistas' e após meses de protestos, tendo anunciado a sua demissão na televisão após ter sido levado de sua casa pelos militares que tomaram o poder. 

Mali Putsch Pressekonferenz

Militares golpistas

Deixar o Mali se necessário para cuidados médicos 

Depois de ter sido mantido no campo militar de Kati, a 15 quilómetros da capital, e posteriormente num local não divulgado, pôde regressar à sua casa em Bamako, em 27 de agosto, de acordo com a junta militar no poder. Desde então, não tem sido visto em público.

O Presidente deposto, eleito em 2013 e reeleito em 2018 para um mandato de cinco anos, tinha sido operado ao maxilar no estrangeiro há alguns meses devido a uma "terrível dor de dentes".

Ao anunciar a sua libertação, a junta militar disse que o ex-Presidente foi autorizado a deixar o Mali se necessário para cuidados médicos. O Mali viveu o quarto golpe militar na sua história, depois dos episódios ocorridos em 1968, 1991 e em 2012.

Além da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e da União Africana, a ação militar já foi rejeitada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela União Europeia (UE). Portugal tem no Mali 74 militares integrados em missões da ONU e da UE.

Assistir ao vídeo 04:38

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