Mali: CEDEAO quer Presidente civil até 15 de setembro | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 08.09.2020

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Internacional

Mali: CEDEAO quer Presidente civil até 15 de setembro

Este é o resultado da cimeira da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que esteve reunida no Níger esta segunda-feira (07.09). A organização também decidiu manter as sanções ao país.

Coronel Modibo Kone, um dos líderes da Junta Militar do Mali

Coronel Modibo Kone, um dos líderes da Junta Militar do Mali

"O Presidente da transição e o primeiro-ministro da transição devem ser designados o mais tardar até 15 de setembro de 2020", disse o presidente da Comissão da CEDEAO, Jean-Claude Brou, que tinha declarado anteriormente que a transição deveria ser "liderada por um Presidente e um primeiro-ministro civis por um período de 12 meses".

Entretanto, "a conferência mantém as decisões", disse Jean-Claude Brou no comunicado final da cimeira, referindo-se às sanções adotadas pela CEDEAO: encerramentos de fronteiras e um embargo às trocas financeiras e comerciais com o Mali.

A organização "toma nota das consultas em curso entre os atores malianos e o Conselho Nacional para a Salvação do Povo (CNSP)" criado pelos golpistas, acrescentou.

Restauração das instituições democráticas

Na abertura da cimeira em Niamey, o chefe de Estado nigeriano, Mahamadou Issoufou, atual presidente da CEDEAO, tinha insistido numa "restauração rápida de todas as instituições democráticas". 

Mali Bamako Militärpatrouille

Militares nas ruas de Bamako

"A junta militar deve ajudar-nos a ajudar o Mali", disse, sublinhando que "outros parceiros estratégicos do povo maliano têm a mesma esperança", referindo-se em particular à França.

Sobre outros assuntos, o Presidente Mahamadou Issoufou instou os seus colegas a elaborarem um novo roteiro, mantendo uma abordagem gradual ao lançamento da moeda comum e salientou as dificuldades em mobilizar fundos para combater o 'jihadismo'. 

Calendário regional

O lançamento da moeda única, o Eco, que deveria eventualmente substituir o franco CFA na África Ocidental, estava previsto para julho de 2020, mas as críticas da Nigéria e a crise do novo coronavírus perturbaram um calendário considerado ambicioso por muitos observadores e que não foi respeitado.  

"Devemos considerar todas as crises sanitárias, de segurança, políticas e económicas como oportunidades. Aproveitemos, portanto, as oportunidades que nos oferecem para acelerar a integração regional e continental", concluiu hoje de manhã o Presidente nigeriano.

Oito chefes de Estado, incluindo o Presidente senegalês, Macky Sall, e o Presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, bem como o da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, estiveram presentes na cimeira. Como era esperado, a cimeira "elegeu" a ganesa Nana Akufo-Addo para suceder a Mahamadou Issoufou na presidência da CEDEAO para um mandato de um ano.

Mali Ibrahim Boubacar Keita

Ibrahim Boubacar Keita está no estrangeiro para tratamento médico

Golpe no Mali

Na sequência do golpe de Estado de 18 de agosto, o então Presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keita, e vários responsáveis do seu Governo foram detidos e posteriormente libertados, após mediação da CEDEAO.

O ex-Presidente deixou Bamako na noite de sábado (05.09) a bordo de um voo especial alegadamente para receber tratamento no estrangeiro, mas fontes ligadas à junta militar no poder asseguram que a CEDEAO defende o regresso ao Mali de Ibrahim Boubacar Keita caso a justiça e segurança do país o exijam.

A junta militar, que se autodesignou Comité Nacional para a Salvação do Povo, está a promover consultas com diversas formações políticas civis do país para preparar o processo de transição.

Além da instabilidade política, o Mali regista uma situação de violência intercomunitária e de frequentes ataques 'jihadistas' contra o exército maliano e as forças estrangeiras, incluindo francesas, destacadas em extensas zonas do centro e norte do país.

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Esta é a minha cidade: Bamako

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