Líder da oposição sofre ataque na Tanzânia | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 09.06.2020

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Internacional

Líder da oposição sofre ataque na Tanzânia

Freeman Mbowe, líder do Chadema, o principal partido da oposição da Tanzânia, foi hospitalizado no centro do país depois de ter sido atacado por assaltantes desconhecidos.

Freeman Mbowe e apoiadores do partido de oposição Chadema

Freeman Mbowe e apoiadores do partido de oposição Chadema

Na Tanzânia, Freeman Mbowe, presidente nacional do partido Chadema e líder da oposição parlamentar, foi hospitalizado depois de ter sido atacado por assaltantes desconhecidos, informaram as autoridades policiais do país esta terça-feira (09.06). 

O incidente teve lugar em Dodoma, a capital política da Tanzânia e sede do Parlamento, quando o líder da oposição regressava à sua residência, segundo uma mensagem do Chadema na rede social Twiter. O partido informou ainda que Mbowe "foi imediatamente levado ao hospital para tratamento".

"Há notícias de que o Sr. Mbowe foi atacado por três pessoas que lhe partiram a perna direita. Continuamos a acompanhar o caso, ele ainda está no hospital", afirmou o comandante da Polícia Regional, Gilles Muroto.

O secretário-geral do Chadema, John Mnyika, afirma que Mbowe foi cercado e agredido "antes de começar a subir as escadas" e que embora os atacantes "tivessem armas de fogo, não as usaram". Mnyika considerou ainda que se tratou de "um ataque de motivação política" e acrescenta que a prioridade é a saúde do líder partidário.  

Anführer von Tansanias Oppositions-Partei Chadema

O líder do Chadema tem acusado o Presidente da Tanzânia de esconder informações sobre a Covid-19

Caso isolado?

O Presidente da Tanzânia, John Magufuli, subiu ao poder em 2015, prometendo o fim da corrupção. Desde que tomou posse, tem sido acusado de restringir os direitos humanos, incluindo a liberdade de expressão, e de reprimir as principais figuras da oposição.

Em meados de 2009, a Coligação Tanzaniana de Defensores dos Direitos Humanos (THRDC) tinha contado 17 raptos desde 2016, nomeadamente de defensores dos direitos humanos, jornalistas, empresários, políticos e artistas. 

Freeman Mbowe, juntamente com outros legisladores da oposição, foi considerado culpado de sedição em março deste ano. 

Nos últimos meses, o líder do Chadema tem acusado o Presidente de esconder informações sobre a real escala da propagação da Covid-19 na Tanzânia. Desde abril, o número de casos não é atualizado. O país é dos poucos no continente africano que ainda não implementou medidas extensivas de combate à pandemia.

Eleições em outubro

Desde a sua independência da Grã-Bretanha, em 1961, a Tanzânia tem sido governada pelo Partido da Revolução, Chama Cha Mapinduzi (CCM), atualmente no poder, ou pela União Nacional Africana da Tanzânia (TANU).

O líder do partido Chadema, Freeman Mbowe, concorreu sem sucesso à Presidência nas eleições de 2005.  Ainda não declarou se vai ser candidato nas eleições presidenciais de outubro deste ano, mas o seu adjunto no partido, Tundu Lissu, ofereceu-se como candidato no domingo passado (07.06).

Lissu tem vivido exilado na Bélgica depois de ter escapado por pouco a uma tentativa de assassinato em setembro de 2017. O deputado foi atacado por pistoleiros desconhecidos em sua casa em Dodoma, tendo ficado gravemente ferido.

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