Kanku Musa: O Senhor das Minas | História de África - Raízes Africanas | DW | 15.01.2021

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História de África

Kanku Musa: O Senhor das Minas

Kanku Musa, o décimo imperador do Mali, foi provavelmente o homem mais rico de sempre. Foi ele que, durante o seu reinado de décadas, transformou Timbuktu numa cidade deslumbrante.

African Roots | Kanku Musa

Kanku Musa é descendente da família real Keita, que governou o Mali durante muitos séculos. 

Nascimento: Kanku Musa nasceu por volta de 1280 em Manden. Embora se diga muitas vezes que o seu nome é Kankan Musa, "Kankan" é uma deformação do original "Kanku" - um nome feminino que recebeu da sua mãe. Alguns dos principais grupos étnicos da época eram matriarcais, pelo que os homens também tinham o nome da sua mãe. Em c. 1313, após a morte do seu irmão mais velho Abu Bakr II, Musa tornou-se líder do Império do Mali. Durante o seu reinado de décadas, difundiu a cultura islâmica em torno do Mali e o Império tornou-se uma das nações mais prósperas do mundo.

Reconhecido por: ter sido um imperador extremamente rico que construiu um Estado forte e próspero durante o seu reinado. Kanku Musa é descendente da família real Keita, que governou o Mali durante muitos séculos. De acordo com a tradição oral, o seu avô Abu Bakr I era o irmão mais novo de Sunjata Keita, fundador do Império do Mali. O reinado de Musa corresponde à idade de ouro do Império do Mali.

African Roots | Kanku Musa

Kanku Musa, o décimo imperador do Mali, foi provavelmente o homem mais rico de sempre

Quais eram as ambições de Kanku Musa para o Império do Mali?

Também conhecido como Mansa ("Rei") Musa, o "Conquistador de Ghanata" ou o "Senhor das Minas de Wangara", Kanku Musa governou numa época em que a exploração dos recursos naturais estava no seu ponto mais próspero. É considerado um dos homens mais ricos de sempre. A sua riqueza foi estimada em 400 mil milhões de dólares, de acordo com algumas fontes. Durante o seu reinado, Kanku Musa desenvolveu o comércio e a extração de ouro e sal.

Como é que Kanku Musa expôs a riqueza do seu império?

Em 1324, Kanku Musa fez uma peregrinação a Meca. A sua caravana era composta por 60.000 homens, 12.000 servos e escravos, mensageiros vestidos de seda que levavam varas de ouro e cuidavam dos cavalos e da bagagem. Esta odisseia monumental tornou-o famoso, especialmente na África Ocidental e no Médio Oriente. Em todas as cidades visitadas pela caravana, Musa foi muito generoso e deu algumas das suas riquezas - o que, sem dúvida, teve um impacto nas economias das regiões e na sua lenda crescente.

African Roots | Kanku Musa

Não se sabe exatamente quando morreu Kanku Musa

O que é que as pessoas se lembram das obras-primas de Kanku Musa neste império?

Graças à sua riqueza significativa, Kanku Musa mandou construir muitos edifícios religiosos e administrativos a partir de 1325. Entre eles, mesquitas, madraças e palácios reais em Timbuktu e Gao. A Mesquita de Sankoré, em Timbuktu, continua a ser a sua obra-prima notável. Permitiu um fértil intercâmbio cultural entre o Mali e o mundo árabe. Alguns estudantes malianos foram aperfeiçoar os seus estudos no Egito e em Marrocos, enquanto alguns estudiosos egípcios e marroquinos vieram estudar na Madraça de Sankoré. Na altura, era um centro de excelência para a cultura islâmica na África Ocidental.

Morte: Não se sabe exatamente quando morreu Kanku Musa. Há quem defenda que terá sido em 1325, quando regressou da sua peregrinação a Meca, outros falam de 1332. Por seu lado, o historiador Ibn Khaldoun assegura que Mansa Musa ainda estava vivo em 1337 durante o cerco de Tlemcen pelos Marinídeos. Seja como for, todos os historiadores concordam em dizer que o reinado de Kanku Musa corresponde à idade de ouro do Império do Mali. Após a sua morte, foi o seu irmão Souleimane que tomou posse, após ter sido também escolhido como representante do império do Mali para a peregrinação a Meca.

O parecer científico sobre este artigo foi fornecido pelos historiadores professor DoulayeKonaté, Lily Mafela, Ph.D. e professor Christopher Ogbogbo. A série "Raízes Africanas" é apoiada pela Fundação Gerda Henkel.

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