João Lourenço diz que estado de saúde de José Eduardo dos Santos ″é preocupante″ | Angola | DW | 29.06.2022

Conheça a nova DW

Dê uma vista de olhos exclusiva à versão beta da nova página da DW. Com a sua opinião pode ajudar-nos a melhorar ainda mais a oferta da DW.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Angola

João Lourenço diz que estado de saúde de José Eduardo dos Santos "é preocupante"

O Presidente angolano, João Lourenço, disse esta quarta-feira (29.06) que a situação de saúde do seu antecessor "é preocupante" e garantiu que tem estado em contacto com a família de José Eduardo dos Santos.

João Lourenço falava no final de uma visita à sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Lisboa, a primeira que realizou e numa altura em que a Angola assume a presidência rotativa da organização.

Questionado pelos jornalistas sobre a forma como está a acompanhar a evolução do estado de saúde de José Eduardo dos Santos, o chefe de Estado angolano disse que o está a fazer "muito de perto".

"Podemos dizer que a situação é preocupante. Só as equipas médicas e que poderão dar mais informações", afirmou.

A este propósito disse que hoje mesmo para Barcelona o ministro das Relações Exteriores angolano, Téte António, de forma a acompanhar o estado de saúde do ex-Presidente.

João Lourenço garantiu que "o contacto com a família [de José Eduardo dos santos] existe", reagindo a críticas de que não estará em contacto com os familiares.

José Eduardo dos Santos está internado numa clínica em Barcelona e encontra-se em coma depois de ter sofrido uma queda e já depois de ter recuperado de uma infeção de covid-19.

O antigo Presidente encontra-se há alguns dias nos cuidados intensivos, no Centro Médico Teknon, em Barcelona, Espanha, em coma induzido.

O ex-Presidente, de 79 anos, tem problemas de saúde há vários anos e tem sido acompanhado em Barcelona desde 2006.

Eduardo dos Santos governou Angola entre 1979 e 2017, tendo sido um dos Presidentes a ocupar por mais tempo o poder no mundo e era regularmente acusado por organizações internacionais de corrupção e nepotismo. 

Em 2017, renunciou a recandidatar-se e o atual Presidente, João Lourenço, sucedeu-lhe no cargo, tendo sido eleito também pelo Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), que governa no país desde a independência de Portugal, em 1975.

Nesta conferência de imprensa, João Lourenço enalteceu ainda o papel da CPLP e quando questionado sobre a alegada irrelevância da organização em matéria de direitos humanos, afirmou: "Não é justo. A CPLP tem feito muito em matéria de direitos humanos".

O chefe de Estado disse ainda esperar que no final da presidência de Angola da organização, dentro de um ano, "a CPLP esteja mais próxima de alcançar os seus objetivos" e se encontre "no lugar que merece".

Leia mais