Independência: Primeiro-ministro são-tomense diz que ″falta construir democratas″ | São Tomé e Príncipe | DW | 12.07.2021

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São Tomé e Príncipe

Independência: Primeiro-ministro são-tomense diz que "falta construir democratas"

Na comemoração do 46.º aniversário da independência de São Tomé e Príncipe, o primeiro-ministro Jorge Bom Jesus diz que a democracia no arquipélago é "um dado adquirido", mas impõe-se o exercício do contraditório.

"Eu às vezes digo que a democracia é um dado adquirido, agora precisamos de construir democratas, gente que compreenda que o exercício da democracia é a contradição. E é precisamente no contraditório que nós podemos avançar", afirmou o chefe do Governo em São Tomé, após a cerimónia da "Chama da Pátria", que marca o arranque da comemoração do 46.º aniversário da independência de São Tomé e Príncipe.

Sobre a campanha eleitoral para as presidenciais do próximo domingo (17.07), Bom Jesus afirmou que o Governo acompanha o processo "com toda a expetativa necessária".

"Estamos num contexto pandémico, estado de alerta [devido à covid-19], é preciso criar condições para a vida do povo. O exercício democrático tem de continuar a funcionar", sustentou.

No próximo domingo, os são-tomenses escolhem o sucessor de Evaristo Carvalho na Presidência, cargo a que concorrem 19 candidatos.

Assistir ao vídeo 02:09

Covid-19: Vacinação arranca em São Tomé e Príncipe

Valores da independência "muito vivos"

Sobre as celebrações, o primeiro-ministro classificou-as como "talvez o ato mais importante da República".

"Em momentos como esses, nós notamos que os valores da independência ainda continuam muito vivos", comentou.

Bom Jesus disse compreender a frustração das centenas de populares que assistiram ao ato na madrugada de hoje, que este ano não contou com a habitual presença cultural.

"O confinamento é frustrante e as pessoas estão ávidas de sair de casa e fazer festas. O africano não sobrevive sem festa, sem este relacionamento social", afirmou, prometendo "festa rija" em 2022, já com uma outra situação da pandemia.

As comemorações oficiais prosseguem hoje com um ato de içar da bandeira, com o primeiro-ministro, e depois o ato central, que decorre durante a manhã no Palácio dos Congressos.

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