Guineense estaria entre os executados na Gâmbia | Guiné-Bissau | DW | 01.09.2012

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Guiné-Bissau

Guineense estaria entre os executados na Gâmbia

As informações que chegam da Guiné-Bissau sobre a possível execução de cidadãos guineenses na Gâmbia são contraditórias. Enquanto o governo nega a acusação, organizações não governamentais alegam que sim.

As autoridades de Bissau negam que um cidadão guineense tenha sido executado na Gâmbia e que outro aguarde no "corredor da morte". Mas o Movimento da Sociedade Civil da Guiné-Bissau, que reune várias organizações não governamentais, contradiz as autoridades.

Segundo o Movimento, entre os nove condenados já executados na Gâmbia em finais de agosto, encontrava-se um guineense, disse à DW África Mamadu Queta, vice-presidente do Movimento Nacional da Sociedade Civil para Paz, Democracia e Desenvolvimento.

"Há um cidadão guineense de dupla nacionalidade que pertence ao exército gambiano e há um outro, provavelmente um pescador, condenado por um crime comum", explica Queta.

Com base na imprensa

O Movimento da Sociedade Civil baseia as suas informações em notícias veiculadas pela imprensa internacional, como a Rádio France Internacional e o jornal senegalense le Quotidien.

Em agosto, este diário publicou uma lista dos condenados à pena capital, da qual constavam 39 gambianos e oito cidadãos de países da África Ocidental, entre os quais a Guiné-Bissau.

Na sexta-feira (31.08), o secretário de Estado das Comunidades guineenses do governo de transição, Idelfrides Fernandes, negara que estivesse algum cidadão do seu país entre as pessoas executadas pelo regime da Gâmbia.

Queta disse que alertou o secretário sobre tomar uma posição pública quanto ao tema, porque segundo ele a própria Guiné-Bissau enviou à Gâmbia uma delegação para averiguar a veracidade da denúncia. "E só depois das informações trazidas por esta delegação é que Bissau poderia se posicionar", esclarece.

Yahya Jammeh

Até agora, Presidente Yahya Jammeh não reagiu ao apelo

Apenas uma questão de dias

Segundo o Movimento, a execução do segundo cidadão guineense poderá ocorrer nos próximos dias, pelo que urge uma intervenção do Governo na forma de uma "tomada de posição enérgica", diz Queta.

Neste sábado (01.09), o Movimento da Sociedade Civil protagonizou uma marcha de protesto que terminou diante da embaixada da Gâmbia.

O Presidente deste país, Yahya Jammeh, anunciou, em 19 de agosto passado, a execução de todos os condenados à morte na Gâmbia até meados de setembro. O propósito desencadeou uma onda internacional de indignação, mas, por enquanto, Banjul recusa-se a suspender as execuções.

De acordo com muitos observadores, as mortes serviram também para o Presidente Jammeh eliminar membros da oposição política. Mas seja quem forem os condendos, Queta é claro quando diz à DW África que o mais importante é defender a vida e a dignidade humana.

Autora: Cristina Krippahl
Edição: Bettina Riffel

Ouvir o áudio 03:19

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