Guiné-Conacri: Líder da oposição reclama vitória nas presidenciais | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 20.10.2020

Conheça a nova DW

Dê uma vista de olhos exclusiva à versão beta da nova página da DW. Com a sua opinião pode ajudar-nos a melhorar ainda mais a oferta da DW.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Internacional

Guiné-Conacri: Líder da oposição reclama vitória nas presidenciais

Cellou Dalein Diallo declarou-se vencedor das presidenciais de domingo (18.10) na Guiné-Conacri. O líder da oposição afirma que derrotou Alpha Condé, apesar de não terem sido ainda anunciados os resultados oficiais.

A Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI), responsável pela votação, considerou "prematura" e "nula" a reivindicação de Cellou Diallo. As declarações do candidato da oposição aumentam o receio de violência pós-eleitoral.

"Apesar das graves anomalias que mancharam a votação de 18 de outubro e tendo em conta os resultados que saíram das urnas, sou vitorioso nesta eleição desde a primeira volta", anunciou Cello Diallo, sem avançar números e afirmando que o resultado se baseava na contagem realizada pelo seu partido.

As declarações do candidato da oposição aumentam o receio de violência pós-eleitoral. A Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI), responsável pela votação, considerou "prematura" e "nula" a reivindicação de Cellou Diallo.

"A proclamação que é oficial, reconhecida pelas instituições, é aquela com os resultados proclamados pela Comissão Eleitoral e depois pelo Tribunal Constitucional", afimrou o vice-presidente da comissão eleitoral da Guiné-Conacri, Bakary Mansaré.

A Comissão Eleitoral Nacional Independente estima que os resultados provisórios sejam divulgados "até ao final da semana".

Bildkombo | Cellou Dalein Diallo und Alpha Conde

O líder da oposição Cellou Diallo anunciou que derrotou o Presidente cessante, Alpha Condé

Atitude "irresponsável e perigosa"

O partido do Presidente Alpha Condé, que tenta o seu terceiro mandato, também condenou as declarações do líder da oposição. Através de um comunicado, o partido classificou a atitude de Diallo como "irresponsável e perigosa".

Os apoiantes da oposição já celebram o anúncio de Cello Diallo. "É uma grande alegria, estamos orgulhosos de o nosso presidente ter sido eleito. Todo o povo guineense está a apoiá-lo", diz Fatoumata Bineta Diallo, membro do conselho executivo do partido de Diallo.

"Acho que a comissão eleitoral só publicará os resultados que saem das urnas, não terá outra escolha. E os resultados das urnas darão vitória a Cellou Diallo.", sublinha também o ativista Amadou Diallo.

Receios de onda de violência 

Entretanto, já começaram a surgir sinais de uma onda de violência pós-eleitoral . Nesta segunda-feira (19.10), as forças de segurança usaram gás lacrimogéneo para conter os apoiantes que celebravam a autoproclamada vitória de Diallo nas ruas.

Assistir ao vídeo 03:45

Esta é a minha cidade: Conacri

O líder da oposição disse que três jovens morreram e vários ficaram feridos devido à ação policial. Mas o Governo ainda não comentou as alegações de violência por parte das forças de segurança.

Episódios assim têm sido comuns já há alguns meses devido a protestos contra o terceiro mandato do Presidente Alpha Condé. Dezenas de pessoas morreram, segundo organizações dos direitos humanos.

Nota positiva da CEDEAO

Em declarações à agência de notícias Lusa, o chefe da missão de observação eleitoral da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) disse que as eleições decorreram num ambiente de "grande civismo" e com elevada "participação".

O ex-primeiro-ministro cabo-verdiano José Maria Neves afirmou também que a Comissão Nacional de Eleições "fez o seu trabalho", bem como o Tribunal Constitucional e que "tudo funcionou nos termos da lei e da Constituição", apesar de "pequenos incidentes que não prejudicaram o global das eleições".

A votação de domingo chamou às urnas mais de 5 milhões de eleitores, que poderiam escolher entre 12 candidatos, incluindo o Presidente cessante Alpha Condé e o líder da oposição Cellou Diallo.