Guiné-Bissau: Pormenores da missão da CEDEAO definidos em maio | Guiné-Bissau | DW | 27.04.2022

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Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: Pormenores da missão da CEDEAO definidos em maio

Os pormenores da missão de estabilização da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental para a Guiné-Bissau vão ser definidos em maio em Acra, no Gana, disse hoje o porta-voz do Governo guineense, Fernando Vaz.

Ghana ECOWAS | Flaggen

Cimeira dos chefes de Estado-Maior Generais da CEDEAO será em Acra, no Gana

"[Os militares] já começaram a chegar, mas os pormenores vão ser completamente definidos na cimeira de Acra dos chefes de Estado-Maior Generais da CEDEAO", disse o o porta-voz do Governo guineense e também ministro do Turismo, Fernando Vaz, quando questionado pela imprensa sobre a missão, à margem do lançamento da campanha de vacinação contra a poliomielite esta quarta-feira (27.04).

A CEDEAO anunciou o envio de uma missão militar de interposição para a Guiné-Bissau em fevereiro na sequência de um ataque contra o Palácio do Governo, quando decorria uma reunião do Conselho de Ministros, em que participavam o chefe de Estado, Umaro Sissoco Embaló, e o primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam.

"Com o caso 1 de fevereiro e com a conjuntura que se verifica na CEDEAO, golpe de estado do Mali e na Guiné-Conacri, a cimeira os chefes de Estado da CEDEAO tomou maioritariamente, e acho que por consenso, a decisão de enviar forças de interposição de paz e estabilidade para o Mali, Guiné-Conacri e Guiné-Bissau", disse o ministro.

Segundo o porta-voz do Governo, a Guiné-Bissau decidiu acatar a decisão.

Fernando Vaz

Para Fernando Vaz, a mensagem da CEDEAO é de que "a mudança de regime se faz por via democrática"

"Espero que haja maior consciência da sociedade castrense e que interiorize que a mudança de regime se faz por via democrática, com o sufrágio universal, não com golpes de Estado. Penso que é uma mensagem grande que vem da sub-região", salientou.

Polémicas e contestação

Questionado sobre o facto de a missão estar a provocar alguma controvérsia entre os guineenses, o porta-voz do Governo reconheceu que internamente a decisão da CEDEAO não gera consenso e está a provocar alguma polémica.

"Temos a consciência precisa que para a população guineense não é um assunto de consenso, é um assunto fraturante ao nível da opinião da sociedade guineense. Mesmo dentro do Governo temos várias opiniões, mas o que conta é a maioria, e naturalmente o espelho que nós temos no Governo é o que existe na nossa sociedade", disse.

"Não é uma situação de consenso, é uma situação que irá gerar alguma polémica, mas nós temos de seguir as resoluções dos chefes de Estado da CEDEAO enquanto membros e fundadores", acrescentou.

Questionado sobre as contestações de alguns partidos políticos em relação à missão, o porta-voz do Governo guineense afirmou que a contestação é a "alma da democracia".

"Esta posição não será nunca consensual e naturalmente que um grande número de partidos terá opinião contrária", sublinhou.

Fontes militares confirmaram à Lusa na segunda-feira (25.04) que a força de estabilização será composta "num primeiro momento" por 631 militares.

As mesmas fontes precisaram que parte do contingente e da logística já se encontram em território guineense.

Assistir ao vídeo 05:14

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