Guiné-Bissau: PGR investiga rapto de ativistas do MADEM-G15 | Guiné-Bissau | DW | 09.10.2020

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Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: PGR investiga rapto de ativistas do MADEM-G15

A Procuradoria-Geral da República da Guiné-Bissau anunciou a abertura de um inquérito ao "eventual rapto" de dois ativistas do Movimento para a Alternância Democrática (MADEM-G15). Vários partidos já condenaram o caso.

Os dois ativistas foram levados na segunda-feira (05.10) por homens fardados e libertados no dia seguinte das celas da segunda esquadra, ao lado do Ministério do Interior, em Bissau.

A Procuradoria-Geral da República refere, no comunicado, ter "tomado conhecimento de eventual rapto de dois cidadãos" e que procedeu "imediatamente com a abertura do competente inquérito" para "apurar e trazer à justiça os autores morais e materiais daquele ato ignóbil".

No comunicado, a PGR apela a "todos os cidadãos nacionais, instituições e em especial aos órgãos da polícia criminal para prestarem a máxima colaboração na prossecução do inquérito" e pede a todos para que respeitem os "direitos, liberdades e garantias plasmados na lei".

Sissoco fala em "caso isolado"

Questionado sobre o assunto antes de partir para uma visita oficial a Portugal, o Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, considerou tratar-se de um caso isolado.

Umaro Sissoco Embaló I Präsident von Guinea-Bissau und Marcelo Rebelo de Sousa Präsident von Portugal

Umaro Sissoco Embaló está de visita a Portugal, onde já foi recebido pelo homólogo Marcelo Rebelo de Sousa

"Falei com o PGR [procurador-geral da República] e com a diretora da Polícia Judiciária e eles vão fazer inquéritos. É lamentável, são casos isolados. Lamento profundamente", disse.

O caso foi condenado por vários partidos políticos, incluindo o MADEM-G15 e o Partido de Renovação Social (PRS), ambos no Governo guineense.

O MADEM-G15 salientou que o rapto representa uma ameaça dos direitos fundamentais e que não pactua com "retrocessos". "Perante estes atos, é importante recordar a todos os intervenientes deste processo de consolidação da democracia que o Madem-G15 condena com veemência o ocorrido e jamais [se] pautará pelo retrocesso protagonizados nos momentos mais negros da história do nosso povo", disse em comunicado.

O PRS, terceira força política do Parlamento, condenou os "atos de violência gratuita" contra os dois militantes do MADEM-G15. "Os raptos ou sequestros são e permanecem intoleráveis e inadmissíveis num Estado de Direito democrático e muito menos nos primórdios da nova era da mudança do paradigma", referiu o partido em comunicado. 

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