Guiné-Bissau: Forças Armadas dão ultimato a militares sem funções | Guiné-Bissau | DW | 22.07.2022

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Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: Forças Armadas dão ultimato a militares sem funções

O Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau deu um ultimato aos oficiais militares atualmente sem funções que ocupam residências de serviço para as abandonaram sob pena de utilizar força coerciva.

Militares guineenses (foto simbólica)

Militares guineenses (foto simbólica)

O ultimato foi esta sexta-feira (22.07) transmitido, numa conferência de imprensa, pelo general Samuel Fernandes, chefe do gabinete do chefe das Forças Armadas guineenses, Biague Na Ntan.

De acordo com o general Fernandes, há três anos que o Estado-Maior General das Forças "tem tentado persuadir" cinco generais a abandonarem as casas que ocupam há vários anos, mas a que, por lei, deixaram de ter direito a partir do momento em que cessaram funções nas Forças Armadas.

As residências em causa situam-se no bairro da Santa Luzia, ao lado do Tribunal Militar Superior.

Samuel Fernandes, que é também chefe da contra-inteligência militar e ainda porta-voz do Estado-Maior General das Forças Armadas guineenses, explicou que aqueles militares "têm tido comportamentos indevidos" para um militar.

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Prazo de quatro meses

Fernandes observou que a desocupação daquelas residências, herdadas da época colonial, ocorre no prazo máximo de quatro meses após a cessação de funções e que, mesmo com avisos reiterados, aqueles cinco oficiais se têm recusado a acatar a lei.

"A lei é geral e abstrata. Todos os cidadãos, mesmo nós militares, estamos sujeitos ao cumprimento da lei", afirmou Samuel Fernandes.

O porta-voz do Estado-Maior das Forças Armadas avisou que a instituição poderá ser obrigada a recorrer à força, o que, disse, seria "muito mau para os militares da Guiné-Bissau".

Samuel Fernandes disse ser triste que alguns desses oficiais estejam a ocupar as casas mesmo tendo residências privadas que arrendaram.

O oficial considerou que alguns dos visados são militares que participaram na elaboração da lei que determina de que forma se pode ocupar aquelas casas, mas que agora estão a ignorar a própria lei.

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